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Publicado por Elizabeth Misciasci em 13/08/2010 19:56:00

Manifestação

Manifestação Contra a violência a Mulher em prol da Thais Aryane

Por Sandra Domingues

Da Redação Revista zaP!

A Manifestação intitulada de MOVIMENTO CONTRA VIOLÊNCIA A MULHER,
será promovida por familiares e amigos da Jovem Aryane Thaís Carneiro de Azevedo, 21 anos, encontrada morta, aos quinze dias do mês de abril do ano de dois mil e dez, em João Pessoa, na Paraíba.

O evento será realizado:

Manifestação - Caso Aryane Thaís Carneiro de Azevedo



























Dia 16/08/2010 às 09:00h

Local: João Pessoa - Paraíba

Saída: Centro da Cidade (No ponto Cem Reis) seguindo para o TJ

*NotaOs organizadores do Movimento, solicitam a todos, que apóiem e compareçam, se possível, vestidos com a camisa de Thais. Caso não tenham a respectiva vestimenta, poderá ser utilizada camisa, blusa ou camiseta de cor Lilás.

Os organizadores, pedem também, que quem puder e quiser, levem Faixas e Cartazes clamando por Justiça!

O Caso Aryane Thais, completa quatro meses de Impunidade – Informa os familiares.

Apoio, divulgação e publicação do caso:

Memorial Gabriela Sou da Paz:

http://www.gabrielasoudapaz.org/memorial/208-Aryane-Thais-Carneiro-de-Azevedo.htm

Revista zaP!

http://www.revistazap.org

zaP!
NEWS:

zaP! NEWS CAPA

Comunidade do Orkut:
Aryane Thais-Voz que não cala!
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=100824732


Informa: Sandra Domingues

Saiba um pouco do Caso Aryane Thais

Aryane Thaís Carneiro de Azevedo, 21 anos, estudante, estava gravida quando foi estrangulada e o seu corpo deixado em um matagal, João Pessoa-PB, em 15/04/2010.

Aryane Thaís Carneiro de Azevedo

Matéria na íntegra publicada:

Primeiro Caderno -Jornal O Norte - Editorial: Dia-a-dia
Originalmente Publicada na Edição de sábado, 17 de abril de 2010

Por enquanto, só indefinições Assassinato da jovem Aryane Thaís, 21, permanece um mistério. Família culpa estudante de Direito


O assassinato da jovem Aryane Thaís Carneiro de Azevedo, de 21 anos, está envolto em mistério. Dois dias depois de o corpo dela ser encontrado às margens da BR-230, familiares e a defesa do principal suspeito pelo crime apresentam versões distintas para o assassinato. De um lado, os parentes creditam ao estudante de Direito da Unipê Luiz Paes de Araújo Neto o estrangulamento da garota. O motivo seria a revelação de um teste positivo de gravidez achado em poder da vítima. O exame provaria que o universitário seria pai do bebê esperado por Aryane. Na outra ponta do caso, a defesa do acusado rechaça a história. Admite que ele esteve com a menina no dia do crime. Mas atribui a um terceiro elemento o homicídio.

Em meio à comoção causada pela morte, resta à polícia juntar os fragmentos do caso para reconstituir os últimos momentos em vida da jovem e descobrir o assassino. A missão caberá à delegada Ilmara Bezerra, designada pela Secretaria de Segurança Pública para apurar as circunstâncias do assassinato. Por enquanto, sobram informações desencontradas. Amigas de Aryane contaram à reportagem que ela havia marcado encontro com Luiz Paes Neto para comunicar o resultado do exame de gravidez a paternidade dele. O irmão dela disse que ela saiu de casa por volta das 20h da quarta-feira para encontrar Luiz Neto e falar sobre o bebê. "Eu jantei com ela e saí de casa por volta das 19h para assistir aula com minha namorada. Thaís ficou no computador. Quando voltamos, ela não estava mais em casa", contou Thiago Carneiro. A partir daí, os familiares não arriscam palpite. Mas acreditam que o universitário tenha matado Aryane ao ser informado.

A história é admitida em parte pelo advogado contratado pela família de Luiz para defendê-lo. Na versão apresentada por Aluísio Lucena, os dois tinham marcado um encontro em que a menina pediu ajuda para abortar. O estudante apanhou Thaís em frente à lanchonete Mundial Lanches, no Jaguaribe, bairro onde ambos residiam. Mas, no relato feito pelo advogado, a conversa entre eles durou pouco mais de três minutos. - "Ela entrou no carro e perguntou: "e aí? Vai fazer o quê?"".


Paternidade do filho esperado pela garota teria motivado o crime na BR, alegam os familiares

Segundo Aluísio, Luiz teria dito que Thaís não deveria abortar e que, se o filho fosse dele, assumiria a paternidade. Luiz, de acordo com o advogado, teria sugerido à garota fazer um teste de DNA porque não tinha certeza de que o bebê era dele e acreditava que ela tinha um outro namorado. Aluísio acrescentou que Aryane desceu do veículo e entrou em outro carro. "Os dois discutiram durante o trajeto entre a lanchonete e o Centro Administrativo Municipal, por menos de três minutos. Depois, ela desceu do carro já falando ao celular e entrou no carro desse outro rapaz, que estava num celta preto e de boné", disse. Neto teria ido para casa assistir ao um jogo na televisão, ele garantiu.

Terceiro envolvido?

O mistério quanto à morte da jovem Aryane é aguçado diante de uma peça encontrada na cena do crime: um jaleco da Escola de Enfermagem São Vicente de Paula. O acessório não pertencia à vítima, que fazia curso profissionalizante. Amigos e familiares dela cogitaram a hipótese de o acessório ser de uma suposta namorada de Luiz Neto, que seria estudante de enfermagem. Quesionado sobre a indumentária médica, o adovogado do universitário silenciou. A polícia deve colher pistas e investigar a chance de o jaleco ter sido utilizado para estrangular a garota. A presença do acessório também abre margem para a possibilidade de uma terceira pessoa na cena do crime - se for confirmado que Luiz Neto estava com a vítima no local. O jaleco também pode ter sido atirado no matagal onde o corpo foi encontrado para confundir a investigação policial.

Mais sobre o caso

Caso Aryane Thaís Carneiro de AzevedoSuspeito teria pedido à jovem para fazer um aborto, diz uma amiga

Uma relação inconsistente, sem muita definição. Assim era o relacionamento entre os jovens Aryane Thaís, de 21 anos, e o estudante de Direito da Unipê Luiz Paes de Araújo Neto, de 23. De acordo com informações de amigos de Thaís, eles tinham um envolvimento há cerca de três anos. Mas, apenas nos últimos meses, os encontros haviam se tornado frequentes.

O advogado de Luiz Neto, Dr. Aluísio Lucena, confirmou que os dois já se conheciam há anos, mas rebateu uma relação mais séria entre ambos. Disse que Luiz Neto teria sim uma namorada, mas. De acordo com informações de seu cliente, Neto e Thaís só tiveram relações sexuais uma única vez. "Eles só transaram uma vez e usaram camisinha. Mas ela procurou Neto depois para dizer que o preservativo tinha estourado e que ela estava grávida", alegou.


O irmão da vítima, Thiago declara: - "Ela saiu de casa para se encontrar com Luiz Neto"
Por: Fabyana Mota/ON/D.A Press

Familiares de Thaís afirmam que o estudante de Direito se contradisse durante o depoimento à polícia. Disse que seria estéril, mas, depois, admitiu que poderia ser o pai da criança que a jovem esperava. Ainda segundo informaçõesde pessoas que conheciam Thaís, a jovem já teria informado Luiz Neto sobre a possibilidade de ela estar grávida. - "Ela conversou com ele na terça-feira e ele teria dito que a apoiaria, que eles teriam um filhinho. Depois, tentou convencê-la a fazer um aborto", disse uma das amigas da vítima. Outra amiga que tinha contato com Thaís disse que a jovem estava feliz pela gravidez, mas preocupada com o que diria à família, já que o pai não queria assumir a criança.

Detalhes sobre o encontro entre Thaís e Luiz Neto deverão ser esclarecidos em breve, após a perícia que está sendo feita pela polícia no computador da jovem. De acordo com informações da família e de alguns amigos, Thaís chegou a gravar algumas conversas que teve com Neto através do MSN. As escutas telefônicas dos dois também deverão revelar mais detalhes sobre como o fato realmente aconteceu.

Matéria acima Publicada em 17 de abril de 2010
Fone na íntegra: Jornal O Norte
www.jornalonorte.com.br/2010/04/17/diaadia6_1.php


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Atualização de Informações relacionadas - da Paraíba

Sessão especial para debater violência contra a mulher na Paraíba é adiada para o próximo dia 18 de agosto


A sessão especial que estava marcada para acontecer no último dia 10 (10.08.2010) na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), para debater sobre a violência contra a mulher foi adiada para o próximo dia 18 de agosto, às 15h. A propositura é da deputada Nadja Palitot (PSL) e contará com a presença de várias autoridades no assunto.

A preocupação da deputada Nadja Palitot é com o número de assassinatos ocorridos nos últimos meses no Estado da Paraíba. Foram doze mulheres assassinadas em oito meses, dez só nos últimos 120 dias, conforme levantamento feito pelo Portal Correio com base no noticiário sobre o assunto.

As vítimas mais recentes foram mortas na madrugada da última segunda-feira, (09), na Comunidade Porto de João Tota, no bairro de Mandacaru, em João Pessoa. Terezinha Ribeiro dos Santos e Rosimary Farias da Silva estavam deitadas na mesma cama quando foram surpreendidas por tiros, sem chance de defesa.

No dia 9 de junho deste ano, outras duas mulheres foram executadas com onze tiros de revólver na cabeça. Os homicídios aconteceram no bairro de Mandacaru, por volta das 22h. O cenário do duplo homicídio foi a rua São Pedro, às margens da linha do trem, na comunidade Salinas Ribamar.

O dia 15 de março, uma segunda-feira, também foi uma data marcada pela violência contra a mulher. Em Belém, no Brejo da Paraíba, e em Pedras de Fogo, na região da Mata paraibana, duas mulheres foram agredidas. Uma delas, Maria da Penha Conceição Silva, de 55 anos, morreu vítima de dois golpes de facão.

No bairro Altiplano, em João Pessoa, no dia 19 de abril deste ano a Polícia encontrou mais um corpo de mulher. Tratava-se de Adriana Santos Magno, de 31 anos. De acordo com relato da Polícia, à época, havia sinais de estrangulamento na vítima.

Numa sexta-feira 6 de agosto de 2010, homens encapuzados executaram quatro pessoas na Capital, dentre elas uma mulher, cuja identidade não foi revelada pela Polícia.

Na quinta-feira, 2 de junho, mais uma mulher foi assassinada, desta vez em João Pessoa. A empregada doméstica Penha Maria S. de Lima, de 29 anos, que estava acompanhada do menor Sávio H. Souza do Nascimento, de 14 anos de idade, foi morta após ser barbaramente espancada.

Na manhã da quinta-feira 15 de abril foi achado o corpo da estudante de enfermagem Aryane Thaís Carneiro de Azevedo, na BR 230.

No dia 4 de agosto três homens mataram a tiros duas mulheres. O crime ocorreu durante a madrugada, na cidade de Itabaiana. As vítimas foram: Crisolênia Mouzinho e Sâmara Patrícia.

Em 9 de março, um dia após o Dia Internacional da Mulher, a procuradora aposentada Maria Méricles Feitosa, de 63 anos, foi assassinada a tiros no cruzamento das ruas São Gonçalo com Maria Rosa, próximo à igreja São Pedro Pescador, entre os bairros de São José e Manaíra, em João Pessoa.

Outros dados

De acordo com o que noticiou o Ministério Público da Paraíba, em seu portal, na segunda, 12 de julho, estatísticas divulgadas revelaram que aumentou a violência contra mulheres e jovens até 19 anos na Paraíba.

Somente em Campina Grande foram assassinados 71 jovens de 0 a 19 anos, em 2007, de acordo com pesquisa do Instituto Sangari.

Já o número de assassinatos de mulheres cresceu cerca de 60% entre 2009 e 2010, na Paraíba, segundo o Centro da Mulher 8 de Março.

Para o coordenador da Central de Acompanhamento de Inquéritos Policiais de Campina Grande, promotor Marcus Leite, o crescimento da violência envolvendo jovens se deve à participação cada vez maior deles na criminalidade, em especial o narcotráfico.
Matéria Por: Simone Duarte com informações do Portal Correio
Em: PB Agora - Republicada em 13 de agosto de 2010


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