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Publicado por Elizabeth Misciasci em 03/11/2009 16:21:00

Angela Togeiro Ferreira

Angela TogeiroNome: Angela Togeiro Ferreira
Natural de: Volta Redonda
Apelido: Angela Togeiro
Nascimento: 26/05
Signo: gêmeos
Filhos? Sim
Quantos? Dois
Trabalha? Aposentada – de trabalhar fora de casa...
Profissão: Administradora de Empresa, com especialização em Política Econômica e Finanças de Empresas e em Recursos Humanos.
Hobby: Artesanato, música: violão e órgão– abandonados. E escrever prosa e verso desde jovem, no tempo em que a fala da mulher, sobretudo no interior, ainda era olhada de banda.
Estilo de Música: Todos, depende da hora. No meu silêncio gosto de música romântica, brasileira, italiana e espanhola.
Meu livro predileto é: O Terceiro Gêmeo de Ken Follet, o livro que gostaria de ter escrito.
Meu livro de cabeceira: Os livros que vou ganhando de amigos.
Um (a) grande escritor (a) ou Poeta: Camões, Chico Buarque de Holanda, Paulo Coelho, Agatha Christie, Virgínia Victorino, Lygia Fagundes Telles.
Uma frase inesquecível:
“Amigos são anjos que nos deixam em pé quando nossas asas têm problemas de como voarem.” Enviada pela escritora Araci Barreto/RJ - 2002, creio ser de sua autoria.
Meu programa preferido: São muitos: almoçar com a família, com os amigos, viajar. Escrever. Sou de gêmeos.
Prato Predileto: frutos do mar, frutos do mar, frutos do mar. Mas como de tudo.
Uma bebida saborosa: café.
Um doce: doce de leite diet (Formiga Doceira de Mateus Leme/MG – bom demais!)
Um Perfume: Beverly Hills, Giorgio e White Diamonds, Elizabeth Taylor
Carro: marca Fiat, linha Adventure
Cor: preta
Esporte pratica ou gosta de algum? Yoga
O que mais me atrai: pérolas
Nas mulheres admiro: a multifacetária vida que assumem com maestria como mulher, mãe e profissional no mercado de trabalho.
Nos Homens admiro: a lógica e a capacidade de reconhecerem quando erram.
Animal de estimação? Baleia jubarte, se pudesse moraria no mar...
Um nome: Vanda, minha mãe
Mania tem alguma: detesto telefone.
Vício tem algum? Bagunça
Quando eu acordo vou: rezar
Não durmo sem: rezar
Um filme: O guarda-costas
Um grande Amor: D. Pedro e Inês de Castro
Um grande lamento: A cidadania não ser para todos
Tenho saudades: do futuro
Detesto: acordar cedo, arrumar casa, conviver com gente falsa.
Supérfluo é: fumar = pôr fogo em dinheiro.
Fico Feliz quando: vejo a realização dos meus filhos
Quando estou triste eu: escuto música
Sofro ao ver: meus trabalhos criticados negativamente, afinal são como filhos, paridos da intelectualidade. Se ofendem meus filhos, vou lá e brigo, se ofendem meus trabalhos não posso fazer o mesmo... é dureza.
Queria muito: conhecer as baleias jubarte.
Nem pensar: conviver com gente mentirosa.
Amigo pra mim é: aquele que pode passar os anos e quando a gente se encontra é como o até logo de ontem.
Sinto-me plenamente quando: estou escrevendo sem ninguém me perturbando.
Viver é: algo muito, muito mágico, é tornar realidade os sonhos interagindo na realização dos sonhos dos que passam por mim em busca de um mistério que acredito transcender a morte.
Preconceito: contra gente falsa.
Violência: drogas, prostituição infantil, fome, violência física ou mental contra a mulher. Bala perdida. Salário mínimo. Salário de professor. De policial. Corrupção nos meios políticos a quem entregamos o destino da nossa nação.
Fome: absurdo, no mundo que se diz GLOBALIZADO. Quando milhões fomentam guerras e viagens espaciais, milhões de seres morrem lentamente de fome. É de arrepiar pensar nisso.
Um presente inesquecível: um violão que ganhei aos 12 anos.
Uma viagem dos sonhos: ainda vou fazer: conhecer as baleias jubarte.
Um sonho de consumo: pérolas
Chocolates ou Frutas: frutas
- Por que?
Um desejo: passar de escritora amadora para profissional, isto é, ter uma editora que me banque.
Um carinho: o abraço que recebi de meu filho quando minha mãe morreu. Pude sentir-lhe a tristeza bater com a minha no pulsar de nossos corações.
Um presente: Paz. Como podemos ser felizes neste mundo revirado como se fosse uma eterna Babel?
Amigo (a) é: aquele que pode passar os anos e quando a gente se encontra é como o até logo de ontem. Tenho uma assim, Imaculada Mendes.
Felicidade é: não se arrepender do que se faz, é poder deitar a cabeça no travesseiro com a certeza de que cordeiro mais uma vez domesticou o lobo que temos em nós. Certeza que espelhou bons exemplos. Que não deixou de fazer o que o bem que o coração manda, mesmo passando por cima da razão.
Um ídolo e porque: São muitos. Meu tio Francisco S. Togeiro é o mais importante, é o que em mais espelho minha vida. Ele é um dos muitos seguidores de exemplos de Jesus que palmilharam minha vida. Dos que passam deixando um rastro inesquecível de luta pela paz. Desses que praticam o bem sem alarde, sem dar com uma mão já tendo estendido a outra esperando a recompensa. Gentes iguais a ele, a Madre Tereza de Calcutá e outros que obraram e obram no anonimato.


Web site: http://angelatogeiro.googlepages.com/home

- Na sua opinião, como a leitura pode levar educadores e educandos a tomar consciência de seu potencial criativo e transformador?
A leitura, quando interage com nossos valores, produz efeitos incríveis, abre horizontes, põe nossos valores em pé de igualdade com os imputados no livro, e vão além, pois o raciocínio do leitor trabalha junto, desencadeando uma série de processos cognitivos, lúdicos e outros que afetarão mais tarde o comportamento do indivíduo quer ele queira ou não. Assim, quem escreve deve ter consciência de que a palavra que se põe na mente e no coração do outro é semente que se planta e germina para uma vida no bem ou no mal, quer se queira ou não. Não controlamos a palavra que jogamos no mundo, ela passa a fazer parte de todos e interage de acordo com os valores daqueles que a recebem. O escritor é um educador e ele tem responsabilidade quando entrega ao mundo até mesmo uma frase, portanto o respeito ao próximo deve seguir aquele ditado que diz que nosso direito termina quando começa o do próximo.
- Em sua opinião, onde e quando começa o aprendizado para uma cultura sustentável?
Começa no lar. Na vivência com a família – célula mater da sociedade. A cidadania nasce em casa. Não há cultura sem cidadania. Pais são responsáveis pela educação dos filhos e precisam estar envolvidos no processo de aculturação. Os pais, não as escolas que trabalham a formação de matérias profissionalizantes com gentes heterogêneas. Hoje, a meu ver, professores são facilitadores e educadores sem autoridade para corrigir um aluno quando erra e desrespeita o colega ou o próprio, pois a família não lhe dá essa autoridade e exige que sejam educados. Eles vivem com uma bomba-relógio na mão tentando educar sem que o educando perceba e se sinta violentado por receber formação ou aprimoramento de caráter que a família não autoriza.
- Como e por que a literatura pode contribuir para esse aprendizado?
Infelizmente o livro é muito caro. Nem todas as pessoas têm acesso aos livros. E é justamente através da leitura que podemos descobrir nossos valores adormecidos. Pautar nossa vida com a de outras pessoas, às vezes, distintas, mas que tem um ponto em comum conosco. Ou até mudar e melhorar nossos valores. Reconhecer quem somos através de outros valores. A vida é um contínuo aprendizado. Conhecer outras culturas e até a nossa que com o tempo se perde e se transforma com a interação de outras culturas. No nosso país, temos várias culturas diferentes desde as indígenas, as africanas, as de origem européias e orientais e outras que se adaptaram à formação da identidade brasileira se interagindo continuamente. E como são distintas!
- Você por você, se autodefina: Estou só de passagem, nada levarei, quero adormecer na memória do mundo, no inconsciente coletivo, com o de bom que puder oferecer à humanidade. Estou me burilando continuamente. Tentando evitar os vícios, as manias. Procurar ser digna de mim mesma, convivendo com meus defeitos, tentando convertê-los em virtudes. Procuro ser justa, a saber dizer sim e não quando necessário, a compreender os outros como gostaria de ser compreendida. Coisa difícil se autodefinir...
Deixe uma mensagem e um poema, que você considere importante, ou apenas queira citar e divulgar.

SOMENTE VOCÊ...
Angela Togeiro
Somente você pode
ver o mundo a sua volta,
sentir o cheiro da vida,
os odores desdobrados – exalados do amor e do ódio,
tocar pessoas, objetos, animais, pedras, águas, plantas...
e toda a natureza a seu redor,
ouvir os segredos do universo,
sentir o gosto do que alimenta seu corpo
e do que enobrece e fere a sua alma.
Somente você pode
ver dentro do próprio coração,
escutar o próprio pensamento,
tocar o sonho e dar-lhe vida,
provar a felicidade que conquistará,
estender os braços e descobrir
que, só com as outras pessoas,
o seu eu físico e o espiritual se tornam uno.
Somente você pode
escolher as palavras,
ao saber-se uno e dependente,
que ligarão estes dois lados,
que o ligarão ao mundo,
e o transformarão num ser
que constrói e reconstrói
para o infinito bem.
Somente você, com seu livre arbítrio,
partilha o ser perfeito que você é com o mundo,
mesmo que ele o receba
com flores ou com pedras.
Somente você é responsável pela PAZ!

Somente você...

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