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Publicado por Elizabeth Misciasci em 20/10/2010 14:41:00

Poetas Maravilhosos em Foco

Poetas Maravilhosos em Foco dia 20 de outubro de 2010


































Poeta... És Soberano®

Elizabeth Misciasci


Na platéia da vida

Assisto teus atos!

E entre o glamour que te espera,

Pressinto o porvir.

Sob os aplausos,

Predigo tua deixa.

Precioso... És feito rubi!

Incutida é tua presença,

Indefeso o sol brilha pra ti.

No cenário que ao fundo te espera,

Acende-se, realça teu tom

Mística é a luz que te cerca

Vou plasmando teus sonhos aqui.

E no palco ao trovar,

Tu és brilho!

Lírico! - És até Menestrel!

Vai...

Guarda assim o que é teu

Por direito.

Soberano,

Tens o Mundo enfim.

Registro de Averbação:- 252.901 Livro 451 Folha -61.
Fundação Biblioteca Nacional Ministério da Cultura

Outubro
Por: Vânia Moreira Diniz


Outubro é o mês que eu amo,
Nas suas efusões generosas,
Vivo desejo, danço e canto,
A vida rodopia nada morosa.
À minha volta tudo me encanta,
O sol é mais quente e brilhante,
O movimento rápido me fascina,
E desejo sempre esse ar vibrante.
Outubro me convida à liberdade,
E ninguém me conduz ao pranto,
Sinto-me transbordante de suavidade,
E não desejaria nada mudar por enquanto.
Vislumbro incomensuráveis fantasias,
Repentinamente recordo a infância,
As horas não me parecem vazias,
E sinto inefáveis e doces carícias.
Outubro faz minha alma transbordar,
De felicidade e certeza de meu amor,
E nessa época nunca chego a concordar
Com tristezas porque luz é a suprema cor.
Vejo o horizonte e sinto ternamente,
A energia que se desprende inefável,
Vôo em entusiasmo e literalmente,
Pelo espaço em sensações inexprimíveis.
Outubro é o mês que eu amo docemente,
Na forma mais simples e sem opressão,
Entendo seu poder confuso, mas veemente,
E concluo que minha vida é apenas emoção.
Outubro recorda-me amanhecer,
Deixa-me que eu vá alucinada,
O planeta cada movimento reconhecer.
E reinicio a viagem ainda inexplorada,
Para em cada momento nascer.

 Sonho Meu

Por Silvia Costa


Quem é este belo homem
Que todas as noites adentram mansamente
em meu sonho
Encanta o meu olhar
me beija demorado
Suas mãos me fazem carícias
me convida ao amor
seu toque me arrepia
provoca desejos
Seu corpo me faz murmurar
palavras em delírio
que para sempre em seus ouvidos
irão ficar pra que voltes
Já és o dono do sonho meu.
Silvia Costa
S.R.C
-Direitos Reservados

MINHA CATANDUVA FLORIDA
* ÓGUI LOURENÇO MAURI


As flores chegam à "Cidade-Feitiço"...
Até que, enfim, termina tão longa espera! 
Setembro agoniza, já é Primavera
Com seus novos ares que não desperdiço.
 
Que linda, minha Catanduva florida!
Fascina-me os matizes de seus ipês,
Uma pictorial paisagem que Deus fez
Em todo o traçado da longa avenida.
 
Catanduva se refaz na Primavera...
Cada ângulo mostra um cartão-postal,
A cidade é uma pintura natural
E seu colorido ganha a ionosfera. 
 
A brisa que respiro na Primavera
Coloca-me na fronteira do delírio;
Nos jardins, suas flores parecem colírio
Escorrendo de onde a Natureza impera. 

Eis que reina de novo a "Estação das Flores"!
Valeu aguardar... Quanta felicidade!
São novos fluidos a envolver a cidade; 
Nos romances, beijos com outros sabores!
 
Ógui Lourenço Mauri
Catanduva (SP), 17.09.2006
Respeite os direitos autorais
Blog Palavras do Coração Ógui Lourenço Mauri
http://ogui.mauri.zip.net

FERA FERIDA!

Por Helena Lins


Fui Vencida!
Sempre Lutarei
Mas fui vencida.
Na batalha da vida
Venci muitas e cai muitas vezes
Mas sempre com orgulho, luto,brigo...
Vou atrás do prejuízo
Não fui feita de vidro
Não me quebro com facilidade
Mas essa fera, Foi ferida
No mais profundo do seu ser
Minha alma foi ferida
E ferida vai perecer
Porque não vou forçar
Agora não quero lutar
Minha coragem é secular
Meu orgulho será eterno
Mas dessa vez não vou catar os cacos
Colar os pedaços... Não vou!
Estou adormecendo!Mas continuo sendo a fera
Ferida sim, mas sou uma fera!
E por isso; neste momento
Sinto o poder do mundo!
Que grita num lamento profundo!
Sabe o que vai se perder...
A fera se vai! Riscando o céu
No anoitecer
A lua cheia estremece!
A fera Pereceu!...
Gaia Grita meu nome...
FIRE HEART WOLF! A LOBA.
ADORMECEU!...
Helena Lins-20-01-2008

BOA TARDE
Efigenia Coutinho


Duma tarde ciumenta,
Remexo os pensamentos.
Da vida, alguma tormenta,
Esqueço os ais e lamentos.
Ao céu quero a liberdade,
Elevo minha alma que almeja:
Ao corpo, toda sensualidade
Do calor da boca que me beija.

Na guarida do teu regaço,
Quero ser tua purpurina.
Vem com teu quente abraço,
Em teu leito serei tua sina.

O corpo enamorado de beijos
Num Amor sem preconceitos.
Êxtase, paixão e desejos...
Clímax e luxuria liquefeitos!...

Neste abraço de afetividade
Ínsita-se toda nossa emoção.
Insígnias de amorosidade,
Entrega ao rito com sofreguidão.

Balneário Camboriú
Outubro 2010

Boa tarde
António Barroso (Tiago)


Boa tarde, minha amada,
mas tão tarde que chegaste,
que minha alma, angustiada,
pergunta por onde andaste.

Vieste p"ra casa, eu sei,
mas foi tão devagarinho
que, por momentos, pensei
não te lembrares do caminho.

Agora, amor, estás comigo,
e desde que ouvi teus passos,
achaste porto de abrigo
aninhada nos meus braços.

Passo a mão p"lo teu cabelo,
depois beijo o teu sorriso,
e, por fim, com tal desvelo,
julgo estar no paraíso.

Ao chegar o anoitecer,
procuraste o nosso leito,
suspiraste de prazer
com minha mão no teu peito.

Quero que, nesta euforia,
pare o tempo, pare a hora,
para não dizer "Bom dia"
porque tu te vais embora.

Mas quando isso suceder,
que esta imagem se guarde
p"ra que eu te possa dizer:
- minha amada, "Boa Tarde".

Parede Portugal (18-10-2010).

A ÁGUA CANTADA PELOS POETAS
Por: Rui Pais


Água musa inspiradora de poetas
Manténs todas as almas sedentas
Por onde passam tuas águas santas.
Imensa gente vem acenar-te das portas
O rio segue seu curso nessas águas fartas
Com as lindas margens cobertas de giestas!
Rui Pais
09/10/2010

 Labirintos da Alma
Cel (Cecília Carvalho)


Estas horas que eu vivo
de um vazio tão triste e sem esperas,
se arrastam com o tempo
e me fazem de tola,
quando penso que me engano
se eu tento ocupá-las ...
Meus passos caminham mudos
e meu olhar vaga a toa,
pois meus pensamentos se foram
e eu já não sinto
o que outrora, ironia
chamava de amor ou paixão ...
Saudade?
Ficou lá fora, da porta do peito
e as lembranças,
também se foram com o tempo
e me deixaram assim
qual boneca sem vida ...
Boneca de pano, de trapos,
retalhos costurados e cerzidos de dor
em pedaços, meu coração foi costurado,
foi mau amado, sangrou
hoje, veja o que restou ...
Cel (Cecília Carvalho)

Barco amoroso
Por © Arlete Meggiolaro


Embarco no meu barco amoroso,
Parto rumo ao porto dos teus sonhos.
Do convés observo ao longe o relevo do teu existir.
Tento me aproximar e sentir tua praia emoção.
Deleito-me com alguns paisagismos românticos.
Do céu o cântico me conduz.
Ancoro minha nau no teu porto
da complementação,
onde antes te acenei em vão.
Percorro por teus silos de infindas experiências.
Na aduana estoque de tristezas e de felizes nobrezas.
O som, o tom vindo das profundezas...
Busco, vasculho, à meia luz,
o armazém indecisão.
Minha foto amarelada ali fixada.
No meu oceano interior colossal onda,
ao cair dos meus olhos lágrimas...
Meu barco?!
Perdeu o prumo e o rumo...
Soçobrou!...
Afundou!
O que sobrou?
Meu Amor!
© Arlete Meggiolaro


MULHER QUE SOFRES

Por: Victor Jerónimo


Ela, mulher prazenteira o adorava

Era o seu homem!

Aquele que lhe dava prazer

Aquele que lhe sustentava a vida

Aquele que lhe deu seus filhos adorados.


Ela, mulher sublime o tratava

Era seu homem!

Consentia suas noites de solidão

Consentia suas noites de televisão

Consentia suas bebedeiras de caixão.


Ela, mulher de sacrifício o permitia

Era o seu homem!

Permitiu seus gritos

Permitiu suas pancadas

Permitiu sua morte.


Mulher, prazenteira, sublime e de sacrifício,

Aquela que consentiu e permitiu,

Jaz hoje sobre sete palmos de terra.

Ele... continua procurando sua próxima vitima!...


Óbito: Acidente doméstico.


O Mundo tem Sede

Por: Zena Maciel



Nos braços cósmicos do universo
o mundo embriagado chora
lágrimas de cristais

Sede do beijo do amor
Fome da hóstia do pão
O pão da solidariedade

Com olhos famintos de solidão
Busca o abraço fraterno
para o acalanto do coração

Quer viver "os sete saberes
necessários para à educação"
sem o véu da escura ilusão

Sonha desfraldar o mapa
obtuso do tempo
Cobrir-se com o manto sagrado
da PAZ !

Recife .03/08/2005
Poema inspirado no Livro
"Os 7 Saberes necessários
à Educação do Futuro " do filósofo Edgar Morin

Os Caminhos da minha Vida!

Thais S Francisco (Beija Flor)


Ah! Quantos caminhos trilhei buscando você,
Em cada caminho percorrido, busquei
procurei, tentei encontrar
em cada flor, em cada piar de pássaro
uma pista que me levasse a te encontrar....
Muitas vezes nestes caminhos de minha vida,
cheguei a te sentir tão perto...
coração a bater descompassado...
o perfume era teu... Mas a desilusão...
Não era você... Chorei... Mas não quis desistir...
Voltei, percorri novos caminhos,
Meus pés já feridos de tantas pedras pisar
Minha Alma machucada pela saudade...
Mas o Amor é forte e me fez continuar...
E continuando a caminhada, a luz do Sol me mostrou
Um caminho lindo... Onde Beija flores em festa,
voavam alegres... Beijando a flor que tanto busquei
nos caminhos de minha vida...
VOCÊ...!
São José dos Campos
Thais S Francisco (Beija Flor)

Desilusão
Por: Nancy Cobo


Palavra tão pequena
e que faz tamanho estrago na alma.
Acreditar em alguém a quem entregamos
o nosso Amor, a nossa Lealdade,
a nossa Amizade, e ver esse alguém
construindo, lado a lado, os nossos dias,
dividindo as nossas dores e angústias,
dando-nos um alívio para os pensamentos ruins
é sentir que estamos protegidos de tudo e de todos.

Mas quando a desilusão chega,
e acontece de sabermos que fomos traídos,
que a lealdade não existe,
que fomos rodeados de mentiras,
sentimos uma dor profunda que nos causa
desânimo e descrença.

Só fica gravada e cravada em nosso coração
a dor da desilusão, da mágoa, da desonestidade,
da traição.

Teríamos um mundo muito melhor se,
neste mundo,
os covardes que se tornam perigosos não existissem,
porque o covarde age na surdina
e infelizmente, quem dá crença ao que ele fala
passa a ser também um covarde, mal caráter
e fraco de alma.

POEMA AL POETA
Victoria Lucía Aristizábal


Poemas que brotáis por tantas cosas
Del alma, del corazón y de la mente,
Quizá, por una duda de repente,
O al recordar las horas más hermosas


Caéis, como el rocío de las rosas,
O como fuego de pasión candente,
O porque llega la musa competente
Y de pesares o de amor rebosas


Poeta, tu que escribes a las gentes
Que a veces te entregas con ternura
Tal vez de deudas al amor pendientes


O escribes de tu vida honrosa y pura
Dejando en el lector lo sorprendente
O recordándole al poema, su locura!

Bogotá Colombia
Octubre 20 de 2010



Por: * Jorge Humberto – de Portugal


E assim de permeio com a minha
Solidão sigo, sem a tua presença
Querida e ansiada que faz de meus
Dias, dias de sol radiante e efusivo.
Não sei estar sem a tua companhia
Tudo me afronta e confronta-me
Deixando-me quedo e infeliz
Pois que me falta a tua realidade.
Há um desencontro de almas fiéis
E o silêncio perdura mais do que
É inevitável e recorrente de dias
Felizes que soubemos ter até aqui.
Que o mau agouro se vá na distância
E se perca entre as brumas da
Madrugada orvalhada de choro
Intenso, que é este meu coração.
Autor * Jorge Humberto direto de Portugal- 24/07/10

FUGIR
Por * Hélio Soares Pereira


Fugir para dentro das ruas
É sentir-me só
Distante da vida
Sem palavra
Sem eco
No exílio

Fugir para dentro de mim
É encontrar-me nos encontros
Dos cantos e das fontes
Entre as manhãs e as noites

Fugir para dentro das ruas
É esquecer-me nos dias inúteis
É tornar-me desfigurado
Entre os figurantes

Fugir para dentro de mim
É libertar-me em gestos crescentes
De amor e memória

*Nota pelo Autor (Hélio Soares Pereira. In: Eclipse das Mentes)

PSICOPATIA ILUMINADA!
Por: * Paulo Cesar Coelho


Dizem que sou louco...
Psicopata da ilusão
Dizem que alicio, seduzo,
Produzo sentimentos em vão.

Dizem que sou louco...
Louco... É quem sente pouco
Quem tem cicatriz nenhuma,
Coração fechado alma de graúna
É quem disfarça entre um riso e outro
A mágoa do próprio desgosto

Do não sentir vez alguma,
O florir de uma paixão!

Dizem que sou louco
Psicopata? Sou não! Psicopata
É quem sente nada. Nada afeta!
Nenhuma lágrima floresce,
Nenhum sentimento cresce
Diante a magia de um Poeta.

*Autor: Paulo Cesar Coelho.

AMOR TRANSFORMADO

Por * Ruthy Neves


A vida não me deu coisas que eu esperava receber.
Deu-me coisa que eu nem sonhava.
Deu-me coisa e pessoa que eu amo ter.
E as que perdi foi bom um dia saber que comigo estava...
Amava-me.
Porque eu sempre valorizei o que eu tinha...
E sempre agradeci por me fazer pertencer.
É bom se entregar sem reservas...
Não ter que enfrentar derrotas da vivência...
Viver... Simplesmente viver.
Dia após dia sem questionar o “se” ou o “porquê”.
Era bom acordar sem ter a ganância da concorrência como metas.
Era conquistar sem desmerecer o outro.
Eu tinha orgulho das coisas efetuadas.
Eu tinha respeito pela suas vontades.
Eu tinha orgulho de ser a mulher de um bom homem.
Porem eu sonhava e quando acordei e vi a verdade...
Ela me decepcionava.
Não dava para viver enganada...
Fingindo uma vida perfeita, fora da realidade.
Preparei a partida, e saí sem destino.
Carregava comigo metade das coisas, já não era mais inteira.
Deixei a outra metade perdida em sonhos e quimeras...
Porém não criei fantasias e enfrentei a realidade.
Ela me fazia triste, magoada por ter me enganado.
Eu já não podia contar com o meu menino...
De cabelos encaracolados.
Ele cresceu e mudou de estrada.
Foi viver outros sonhos e realizar outras jornadas.
Agradeço todos os dias por ter sido assim.
Hoje eu sou feliz por não ter vivido em mentiras...
Ter tido a coragem de realizar para mim...
O caminho florido de uma vida sem tempestade.
Só chuva mansa cai nas terras de um coração...
Que até o ponto que chegou, amou e foi amado.
Às vezes caio de meus pensamentos e começo a querer mudar toda a história.
Mas no meio das lembranças vejo tantas coisas maravilhosas
que são impossíveis de serem mentiras.
Eram as realidades do momento que formaram algo verdadeiro,
profundo, grafado para uma vida inteira.
Eu sei que amo e vou sempre amar na forma do melhor amor...
Uma amizade verdadeira.
Eu sou feliz assim!

Se Eu Fosse Poeta...
Por: Dioni Fernandes Virtuoso


Meu Deus... Se eu poeta fosse,
semearia somente versos de amor...
Escreveria um poema tão doce,
Faria espinho transformar-se em flor...
Se eu fosse mesmo um poeta,
seria um mágico muito feliz...
Meu coração teria boca
e o meu olhar...Visão raio x...
Escreveria, também, poesia louca...
Daquelas que dizem que no céu da boca,
Existem estrelas a brilhar...
Faria do céu nosso abrigo...
Voaria nas nuvens contigo,
Visitaríamos o luar...
Criciúma/Santa Catarina/Brasil


SAUDADES
Por *Aecio Kauffman Colombo da Silva


Ah! Meu amor,
Que faço eu desta saudade,
Que, me invadindo cruelmente, dói-me tanto
O quanto dói o desespero que me invade
E põe-me, a boca, o coração em desencanto!!

Ah! Meu amor... Que faço eu desta vontade
Deste desejo de encontrar-te novamente
Como o sol que encontra a lua ao fim da tarde
Num crepúsculo de sonhos iridescente.

Ah! Meu amor... Que faço eu destas lembranças
Que só me aumentam o tedioso dos meus dias
Pois sempre estão lá onde menos eu espero.

E às buganvílias que emolduram o nosso canto
Cantam comigo oração que se irradia
Qual triste mantra a repetir...
Como te quero...
*Autor Aecio Kauffman Colombo da Silva

MARINA PRESIDENTE
PRESENTE DE DEUS
Por * Geraldo Maia


A Natureza combina
Com o mar que Marina
Carrega no olhar
A Natureza é a sina
Que move Marina
Em sua senda verde
Porque a terra tem sede
De continuar
E o amor de Marina
Pela floresta
Promove a festa
Da fauna e flora
Marina é o agora
Durar para sempre
Rios e vulcões
Risos e canções
A vida é dança
Marina mulher
Marina criança
Marina semente
De nova manhã
É sempre vitória
Marina é irmã
É Luz cidadã
É paz militante
Sua fala é poética
É prenhe de ética
Princípios Valores
Votar em Marina
É semear o futuro
No atual momento
Marina Presidente
É o maior presente
Que o Deus de bondade
Senhor do tempo
E do Universo
Pelo poder de
Sua vontade
Fez de Sua serva
A nossa reserva
De vida nesse mundo
Semi destruído
Caído e poluído
Possuído pelo mal
Já perto do final
Do grande conflito
Com a volta de Jesus
Tudo estará resolvido
Pois será instituído
Pela paixão da Cruz
Nosso Novo Paraíso
Nossa Eterna Salvação
Autor * Geraldo Maia

SONHOS ONDE EU NASCI
Por: * Alci Santos Vivas Amado


Foram lindos...
Recordo-me bem!
Foram bastante...
Os momentos que me vem.

Quantas e quantas lembranças
Da juventude que passou,
Numa vila de Santo Antônio
Onde a mocidade começou.

Lembranças da bola de gude,
Da amarelinha e do pula corda,
Da peteca e do peão
Lembranças da bola de meia,
Pique esconde arapucas e o corrupião.

Do carrinho rolimã ao carretel,
Da cobra cega, pipa e o balão de São João.
Das figuras folclóricas, da folia do boi,
Da bananeira roxa, do Jaguará,
Da mulinha e da vaca mocha.
Da boca de forno, do gibi do Jerônimo
O herói do sertão.

Doces lembranças do salão ornamentado,
Bandeirolas, luzes e bambus de vime.
Os bailes de acordeom,
Tocados por Luzia Setimi.

Embalados na jovem-guarda
Com apreço venerável
Na memória, a lembrança
De uma era admirável.

Foi na década de sessenta
Que a mocidade se encontrou
Com o Vaticano Segundo,
A comunidade se resgatou.

Na celebração irmanada,
O jovem se encontrou.
Eu não fiquei de fora
Minha vida se modificou.

De frente para o povo,
Criando espaço e comunicação
Palavra de Deus comentada
Rumo à nova evangelização,
Onde sempre se fez história
Na linguagem e comunhão.

Vejo o jovem de hoje,
Sem perspectiva de ação
Não tendo em suas vidas
O apoio da própria Nação.

Falta-lhe carinho paternal,
Não há diálogo onde mora e onde vive,
Amor quase não se tem,
Fundo do poço total, álcool, drogas
Motivado pelo sistema,
Vagueia, em busca do prazer carnal.

O jovem nessa armadilha,
Sofre toda espécie de opressão,
Fica sem direito a nada,
Convivendo com humilhação.

Nessa devastação envenenada
Tiram-lhe o futuro, roubam-lhe a dignidade,
Tomado por viciado, não existe reação.
Os reais que lhe sobram
São guiados a práticas fraudes do patrão
E nesse vai-e-vem, só resta-lhe a ilusão.

Jovem, ainda é tempo de sonhar,
Na esperança, na liberdade tens de acreditar.
Sai dessa emboscada traiçoeira
Que alguém lhe preparou.
Seja menos um nessa guerrilha.

Para sair dessa, existe direção,
Ouça seus pais com ardor,
Incinere a opressão, as drogas,
E a submissão.
Fite aquele de braços abertos,
Que é o Cristo, o Nosso Senhor!

Não deixe pra amanhã,
Hoje, sim você pode afirmar,
Serás prodígios:
Minha estrada, minha sina,
Formarei história.
Será gigante o meu clamor.
Vou ser alguém no futuro...
Por que aderir ao Salvador.

A escola da vida é o lar
É o arquivo e a família.
Espelham na lei do amar,
Que no terceiro milênio,
Essa poesia possa continuar.

Mulher lusitana
Por Vivaldo Terres


Mulher lusitana
Tens algo diferente
Que nos encanta e nos seduz
Rapidamente

Teu olhar como sempre
Nos fascina...
Como poderei vêr-te
Outra vez...
Bela menina!


Teu corpo é de uma...
...beleza sem igual!
Como gostaria de viver
No teu belo Portugal

Terra de poetas, fadistas...
...e compositores!
E porque não dizer...
Terra de grandes amores!
*Vivaldo Terres é poeta em Itajaí


A sofridão do pássaro Fênix
Por Samuel C. Costa


É a minha verse
É a minha sina...
Ainda ontem ao ver–te na rua
Não estavas só...
Estavas com outro
Estavas feliz
Ferindo o meu coração
Pois não estavas só
Andavas com outro
E é na minha verse
Na minha sina
São meus prantos
É a minha arte
É a minha dor
Ao ver-te na rua...
Estavas feliz
Caminhavas a sorrir
E não estavas só
Andavas com outro...
Agora eu me consolo
Na minha arte
Na minha dor
No meu pranto
Na minha verse
Samuel C. Costa é poeta em Itajaí


Espoletas e detonadores
Por Carlos Assis


Entre uma palavra e outra
Faço uma oração molenga
Dor/peito/coração

Eu desço as escadas
Raivoso e capenga
Arrasto/saco/de lixo

Perdi uma frase
Você deve amar
Quem/puder/encontrar

Enquanto a manhã nasce
Prestes a explodir o sol
Um avião/faz/curva

Não pertence aos céus
Não pertence ao mar
Sentimentos/afogam/infernos

Não posso mais lugar comum
Eu pensei de novo
Virtual/cansa/enoja

Teias de aranha se enroscam nos cabelos
Os olhos não são os mesmos
Falham/perto/longe

Entre uma palavra e outra
Faço uma oração molenga
Dor/peito/coração

Autor: Carlos Assis

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