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Publicado por Elizabeth Misciasci em 07/08/2010 16:45:00

Boletim Escritores e Poetas em Foco

EM FOCO POETAS E ESCRITORES MARAVILHOSOS - Sábado, 07 de agosto de 2010















O LAMENTO DE UMA NAÇÂO
*Autoria Eduardo Dinis Henriques

Grito do inferno.
Finda sem governo.
Que mantenha o sustento.
O nacional alento.
De quem trabalhou ao erigido.
Erguido! Por quem por Deus foi ungido.
De quem sempre honrou a bandeira.
E defendeu a nacional fronteira.
Universais Castelos. Ao mundo erguido.
Mas neste grito perdidos.
Nevoeiros de tempos amargos.
Sem Naus! Mas pejado de náufragos!
Meu Deus! Mas que tormenta!
Portugal enfrenta.
O governo tudo corta.
E a solidariedade resta morta!
Com esta politicagem
De infernal viagem.
Que como maldita miragem.
Espelha a sua voraz política imagem.
Por entre os pacóvios pagantes.
Que envergonhados e delirantes.
Afundados em tanto azar.
Vão chorando por Salazar.
Ao verem que foram enganados.
Por quem lhes prometia eldorados.
Antes de ao cadeirão administrativo serem guindados.
Meu Deus! Quantos amargurados?
Agora de joelhos imploram apavorados.
Pelo escudo salazarista.
Pela nobre política do estadista.
Que sem falseados floreados.
Ia-nos mantendo coesos e mundialmente invejados.
E sem nunca prometer mundos e fundos.
Mas sempre arraigado por sentimentos profundos.
Ao todo da Lusa Nação
Com total pessoal desprendimento geria à Lusa governação.
Meu Deus! Tende piedade.
Desta gente que aplaudiu a inverdade.
A uma mão cheia de nada.
Ao todo de uma política envenenada.
E com a internacional cobiça enleada.
E que, de forma falseada.
Foi-nos minando.
E na mentira arruinando.
Enquanto ia prometendo.
E o todo corrompendo.
Ao julgo da sua falsidade.
Ao grito que fomentou a actual precariedade.
E fecundou a nacional confusão.
A populacional desilusão.
No todo da portuguesa Nação.
Que no cilício da nova política encenação.
Vê por tudo e por nada os bens penhorados.
Para que os políticos sejam ricamente remunerados.
Com rápidas e milionárias reformas vitalícias.
E vivam em eldorados de infindas delicias.
Regimentadas por leis políticas.
Que, sem quaisquer humanas éticas.
De forma elitista e proteccionista.
É instituída por esta política, classe elitista.
Enquanto o resto da população.
Espezinhada por esta política administração.
Tem que, sem qualquer político norte.
Trabalhar até à morte.
Em vida insustentável e lastimável.
Para usufruir uma reforma miserável.
Meu Deus! Quanta inglória!
A enegrecer a Lusa história!
A mostrar que, nem sempre o governo é o verdadeiro Estado.
Que a uma Nação, deve ser honrado e prestado.
*Autoria Eduardo Dinis Henriques

MEUS LÁBIOS
*Autoria Efigênia Coutinho

São teus, como nenhum até hoje foi
Beijo de desejo até reclamar que dói
Beijos que inventam outros beijos
Exercem domínio de outros desejos!

Os meus Lábios mordicam, sussurram
Adentram aos teus lábios, murmuram
Balbuciando palavras indecentes
Me deixando prisioneira sem antecedentes!

Teus Lábios me torturam num gozo
Faz amor ao meu ventre prazeroso
Deixando às carnes acesa num tremor!...

Os teus beijos vêm do infinito, sedução
que me elegera, é de tão presente,
neste momento único sou envolvente!
Mais Poemas de Efigênia Coutinho, podem ser acessados:
http://www.avspe.eti.br/coutinho/indice.htm
Acesse e Prestigie
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Balneário Camboriú

IMPOSSIBILIDADES

*Autoria Rozelia Scheifler Rasia
Cruz Alta - RS

Dividir contigo o mesmo espaço,
Sentar ao teu lado e falar sobre a rotina,
Tocar tua mão,
Pedir tua opinião,
Dividir contigo o café quente,
Falar sobre o hoje,
Programar o amanhã,
Comentar as notícias do jornal,
Contar-te meus medos,
Festejar minhas pequenas conquistas,
Dividir meus sonhos contigo,
Abrir a porta para entrares,
Dizer-te bom dia;
São impossibilidades que fazem crescer
A ilusão de amar-te.


Receber de ti uma flor,
Ouvir tua voz,
Afagar teu cabelo,
Ler um bilhete, uma carta tua,
Pendurar teu casaco,
Servir a mesa para nós dois,
Fazer cálculos de tudo e de nada,
Beijar teus lábios,
Entregar a ti o meu amor,
Ser tua e adormecer em teus braços,
Acordar a teu lado,
Abrir a porta para saíres,
Dizer-te até logo;
São impossibilidades que fazem crescer
A ilusão de amar-te.

Poesia publicada na Coletânea Desafios – ALPAS XXI – 2003
Publicação gratuita de textos no Blog
Literatura: http://alpasxxi.literatura.zip.net

PAZ UM SÍMBOLO DE ESPIRITUALIDADE
*Autoria Rui Pais
Falo da Paz que envolva a humanidade
A Paz que rareia e tantas vezes a canto.
A Paz duradoira que traga a estabilidade
Longe do caos do mundo sem lamento.

A Paz de todos pelo direito à Liberdade
A Paz solidária no Amor entre os povos.
A Paz um Farol na Nova Espiritualidade
Luzindo aos idosos e aos mais novos!

A Paz que é uma ilusão no tempo real
Espectro que engana a Humanidade.
A Paz iluminada não a dum condicional
A do Espírito Divino Luz na Imortalidade!

A Paz não sujeita a qualquer chantagem…
Numa firmeza que robusteça o pensamento
A Paz que não se desvaneça como a miragem…
Nem seja o sonho que cessa quando me levanto!
*Autoria Rui Pais em 20/08/2008

O SONHO NÃO ACABOU
*Autoria Carlos Roberto de Souza
Escrevi um poema na areia
Cheio de nuanças
E de contratempos,
Ora inspirado pelo mar
Ora trazido pelo vento.

As ondas rebateram
Exigindo também o seu lugar,
Nem que fosse ao lado
Do ponto máximo do fim.

As gaivotas sobrevoaram
Em círculos provocantes;
Enciumadas de contemplação,
Pousaram sobre palavras-chaves,
Tornando meus versos incompreensíveis.

A noite foi surgindo sem pressa,
Permitindo que eu terminasse;
Mas a lua, cheia de inveja,
Se negou a iluminar.

Ela enfeitiçou o mar
Que sob seu encanto libertou a maré;
Enfurecido, eu a agredi em vão...

No dia seguinte, cabisbaixo,
Retornei à praia
Para ver o que tinha restado:
As ondas estavam calmas
E as gaivotas sobrevoavam felizes.

Caminhei lentamente pela areia
Quando, de súbito, meu olhar se aviltou
-Apenas uma frase o mar me deixou:
O sonho não acabou.
*Autoria Carlos Roberto de Souza (*Autoria Agamenon Troyan poeta brasileiro, autor do livro (O Anjo e a Tempestade)

VAI, MINHA PENA!
*Autoria Carmo Vasconcelos -

Aqui, em pensamentos solitários,
Por fios ligados ao mundo que me envolve,
Ouço os ais e queixumes, vãos e vários,
E em dores minha pena se revolve.

Seus sofrimentos trazem-me à lembrança
Outras penas por mim atrás penadas,
Logo, da pena exijo uma aliança
Para contar ao mundo as não contadas.

Mas se em tristeza a pego, ela se nega,
Pois outras almas não quer imiscuir
Na dor que me atormenta e me faz cega,
Levando aos meus iguais triste sentir.

Então, a minha pena a pena afasta,
E à doída inspiração se faz escusa,
Que em desabafos negros, só se agasta,
E a ser pena de mágoas se recusa!

Só quando me pressente ébria de amor,
Aos meus dedos se apressa a se ajustar,
E em frenesi se faz meu lavrador,
Para versos de paz então semear.

Porque poeta sou, e ela o sabe,
Não me consente a pena mais penar.
Sarar penas… missão que ao Poeta cabe!
- Vai, minha pena! A Outras consolar!
Lisboa/Portugal
16/03/2008
*Autoria Carmo Vasconcelos
Directora Cultural da Revista eisFluências
Directora de Eventos Literários da AVSPE

LA ARTESANIA DE LA PALABRA
*Autoria Dra. Victoria Lucía Aristizábal

Es la secuencia de la mente, del alma, del corazón, de los vínculos, del conocimiento, de la memoria, de las inquietudes, de la ciencia, de los deseos, una secuencia de palabras que enlazándose con avidez hambrienta, sucumbe ante la imaginación pródiga e irreprimible para todo escritor que expresa en sus palabras su inagotable delirio por vencer lo efímero.
Escribir es un arte para el artesano de la palabra, es una habilidad para el escritor consuetudinario que tiene en esta habilidad su trabajo diario, su compañía de significados múltiples traduciendo lo físico en espíritu, o lo espiritual en físico o navega en las aguas de la investigación, para alumbrarnos y allanarnos el camino de la sabiduría, para quienes encontramos en lo que dicen los letrados, una fuente inagotable de posibilidades que amplían nuestro horizonte, nuestra perspectiva de la vida, nuestras inteligencias que despliegan el abanico de sugerencias y atisbos.
Escribir es la música para el enamorado, es destreza en la versificación que un poeta ofrece en sus locas caricias rimadas y el lector tendrá que escoger entre caricias y razones, entre el humor, la picardía, la complicidad, en el derroche exuberante que es la vida propagándose eufórica e indetenible. Es la semilla que fecunda la tierra de las mentes que buscan avanzar, que buscan ascender e iluminarse en el oscuro cielo de la ignorancia.
Escribir es la contabilidad de experiencias que desarrugan los recuerdos y nos consuelan en estas remembranzas el placer disfrutado o el dolor superado y trascendido, exprimiendo la esponja melódica que exhala la desnudez de nuestra intimidad, dejándonos en la plenitud de una nada que nos relaja para llenar el cántaro de quienes construyen con arquitectura renacentista, el venero de una vida que brilla inextinguible, cuando sabe que el escritor le brinda el reverdecimiento de su progreso.
El escritor es un pensador, un narrador, un sabio que ofrece su conocimiento a los lectores y un creador ante todo; tiene siempre algo que decir, proyectando sus ideas al resto del mundo, buscando que sea lo más perfecta posible. Es un conquistador de mentes, almas y corazones o un revolucionario e inconforme con las posturas cerradas de quienes construyen nuestra historia a golpe de deshonestidad. Es un autodidacta o un profesional que ofrece sus sorpresas en la sencillez de su lenguaje o en la complejidad de uno que nos lleva a buscar significados para no equivocarnos en el discernimiento de su texto.
Hombres y mujeres que nos descubren su ritmo y frecuencia de su esfuerzo intelectual, sopesando las palabras, escribiendo y borrando una y otra vez, recordando, meditando, reflexionando, midiendo, para dejarlo dicho del mejor modo posible. Eruditos, filósofos, políticos, sociólogos, psicólogos, amantes del desamor y el desengaño, con la paciencia, el sosiego, el interés, la intimidad y la concentración que se requiere para que este feedback entre lector y escritor pueda encajar, asegurándonos el disfrute o la conveniencia, o el interés o el entusiasmo o el toque de nuestras zonas sensibles, despertando ante el paso del tiempo la belleza y la pasión, motivándonos de nuevo a enamorarnos de la vida, porque todo esto y mucho más lo puede lograr EL ARTESANO DE LA PALABRA, EL ESCRITOR. FELIZ DIA PARA EL Y PARA SU OBRAS.
Esta es la primera vez que me dirijo como escritora columnista de esta honorable publicación de Zap y me siento feliz de poder llegar a los muchos y respetables lectores y colegas de las ediciones de Elisabeth Misciasci.
*Autoria Dra. Victoria Lucía Aristizábal
Bogotá Colombia
Julio 26 de 2010

METAMORFOSE
*Autoria Aparecido Donizetti Hernandez

Durante a nossa existência as experiências por nós vividas formam o que podemos chamar de conceitos culturais, onde a formação de nosso caráter humano é o conjunto do que vivenciamos e os exemplos que temos; em especial, de nossos familiares e amigos que temos como referência.

A máxima sempre dita “Dizes com quem andas que direis que és”, não se aplica à formação de caráter e de atos do ser humano; (Lembrem-se Judas andava com Cristo e Pedro também - o primeiro o traiu e o segundo, o renegou) porque a atitude e as ações de indivíduos não se têm somente em uma única experiência, mas em muitas expiações.

Conheci pessoas que apesar de uma educação tanto de bons exemplos familiares, quanto em uma relação sócio cultural de “alto nível” ter a maldade e a mesquinhez como prática cotidiana, reforçada ainda por todo tipo de pré-conceitos, e conheci pessoas que apesar de uma origem simples sem muita educação formal e pouco acesso as informações, a não ser de seu pequeno e localizado mundo, com uma bondade e altivez, e uma profunda visão humana, de respeito à diversidade, que com toda certeza surpreenderia qualquer estudioso e antropólogo.

O ser humano não tem a capacidade da metamorfose, mas tem a capacidade com seu livre arbítrio de construir e seguir novos e melhores caminhos. Temos que nos indignar com as maldades, a maldade que destrói outros seres humanos, a própria Terra e a ambição, no sentido de ganância que, também vem destruindo nosso planeta e outros seres humanos, deixando marcas de destruição.

A Terra tem a capacidade da metamorfose e poderá destruir quem tenta destruí-la, para continuar em sua órbita perene.
*Autoria Aparecido Donizetti Hernandez

CCQ NAS ESCOLAS
*Autoria Faustino Vicente

Uma das notícias da mais alta relevância para o nosso país, refere-se a divulgação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), pelo Ministério da Educação. Ele sinaliza que temos um longo caminho pela frente. Apesar do salto de qualidade, que algumas cidades deram, com a otimização da capacitação dos professores, do material didático e do conteúdo pedagógico, é possível agregar valores à educação com a implementação do CCQ (Círculos de Controle da Qualidade), nas escolas.

Ensinar os alunos a trabalhar em equipe e a solucionar problemas, devem fazer parte dos objetivos essenciais da implementação desse programa no ensino, pois o maior desafio do ser humano encontra-se no relacionamento interpessoal. Precisamos aprender a questionar as ideias, não as pessoas.

Essa “ferramenta”, para melhoria contínua da qualidade de vida, de serviços e de produtos, nasceu no Japão. O professor Kaoru Ishikawa (1915-1989) foi o pai do CCQ e o difundiu em empresas japonesas e em organizações dos 05 continentes. Quando presidente da Associação Anhanguera da Qualidade, sede em Campinas, teve a oportunidade de passar um dia todo com o Prof. Ishikawa numa de nossas associadas que, como a empresa em que trabalhávamos ,tinha grupos de CCQ.

No Brasil, o programa ganhou outros nomes: times da qualidade, equipes da excelência, pequenos grupos, entre outros. Mesmo nacionalizado, foram preservados o conceito, a metodologia, as metas, os benefícios e o foco na criatividade, motivação, comunicação e liderança. A tempestade de idéias (brainstorm), pesquisa de dados, análise da situação atual, busca das causas, situação proposta, análise de viabilidade, implementação, acompanhamento e a avaliação de resultados, fazem parte do MASP – Metodologia de Análise e Solução de Problemas.

Encerramos com a frase do Senador Cristovam Buarque: “No futebol o Brasil ficou entre os 8 melhores do mundo e todos estão tristes. Na educação é o 85º e ninguém reclama”.
*Autoria Faustino Vicente – Consultor de Empresas e de Órgãos Públicos, Professor e Advogado – e-mail: faustino.vicente@uol.com.br – tel. (11) 4586.7426 – Jundiaí ( terra da Uva ) – São Paulo – Brasil

MINHA INSEPARÁVEL
*Autoria Rufino Almeida

Antes eu te detestava. Hoje, por uma questão de justiça, chego quase a te amar. Convivemos há tanto tempo juntos, quase uma existência! Onde quer que eu vá, segues resolutamente meus passos como se fosses minha própria sombra: na escabrosidade das selvas, no balouçar de um navio singrando o bravio mar, no crepitar nervoso das grandes metrópoles e até mesmo nos salões engalanados ao som de uma alucinante guitarra. Mas quando volto ao meu quarto, ah!... Aí é que tua marcante presença mais me envolve e me faz adormecer, mergulhado na profunda quietude do teu silêncio, minha inseparável SOLIDÃO!
(Do Livro Quaterno - Crônicas Contos Cartas e Discursos. Editora Paka-Tatu, belém, PA, 2007)

OUSADA PRETENSÃO.
*Autoria Rufino Almeida

É impossível acompanhar contemplando pacificamente o tempo a passar, esperando acontecer o óbvio. Levo preso na retina o mapa do meu destino a nortear meu limite, funil geral de chegada. Que me importa a cronologia dos mutáveis calendários se nada sei do passado e não chegarei ao futuro? Eu quero é o presente para galopar na realidade palpável que me faz personagem deste instante. No peito não cabe o silêncio solitário dos picadeiros vazios. Prefiro o ruído infernal que afronta, atormenta, mas me impele ao combate, a essa luta desigual. Não quero a solidariedade enfeitada de flores, molhada de lágrimas. Que venha o bombardeio do verbo contestatório para que eu possa me consolidar como artesão da minha própria história. Apesar de escuridões ofuscando o céu do meu trajeto, insisto em abrir caminhos para chegar não sei aonde... Ah, ingênua consciência dessa ínfima fração de vida onde não há espaço real para a imortalidade. Quero-te aniquilada pela força da ignorância que há de me auferir a ilusão de ser perene para deixar minhas pegadas nas cinzas desse apocalipse.
(Do Livro Quaterno - Crônicas, Contos Cartas e Discursos - Editora Paka-Tatu, Belém, PA, 2007
*Autoria Rufino Almeida é um Fotógrafo entre o Esporte e a Literatura.
(Fotógrafo, Poeta, Trovado, Escritor e Triatleta)

LOUCOS AINDA BEM

*Autoria Guilherme Galvão/Ilhabela

Loucos somos sim...
Por às vezes tentarmos algo novo!

Loucos somos sim...
Que para vivermos pequenos, mas,
Puros sentimentos,
Rompemos às vezes grandes barreiras!

Loucos somos sim...
Por pularmos anos de razões,
Para vivermos alguns minutos de puras emoções!

Loucos somos sim...
Por ponderarmos para achar
Uma razão para os sentimentos
E mesmo não achando,
Acreditarmos neles...

Loucos somos sim...
Por tentarmos mudar!

Mas mais loucos seríamos...
Se nunca abríssemos espaço,
Para tentar!

*Autoria Guilherme Galvão/Biólogo/Ilhabela

MINHA LISTA SECRETA

*Autoria © Reginaldo Honório da Silva
O Poeta da Estrada

A lista secreta do meu desejo obsceno inclui você
Que tem uma fantasia não realizada
Um amor mal acabado
Um desejo reprimido
E a libido escondida sob o vestido

Que avermelha o rosto e fica sem graça
Que sorri nervosa e tremendo beberica o vinho
Que acaba por escorrer pelo canto da boca
E ladino foge lhe das mãos
E tinge de sangue o decote do vestido branco

Que tem aos olhos brilho intenso
Que tem aos lábios sorriso lindo
Que traz n’ alma a ternura
De dizer te quero
E a loucura de dizer te amo

Que soletra maliciosamente a palavra amor
Definindo um desejo seu para cada sílaba
Definindo uma letra para cada sentimento
Do mais pudico ao mais safado

Que se insinua e se detém
Que suspira quando vai
E respira quando vem

Que toca e se toca pedindo um toque
E perde de vez a vergonha
Quando a meia luz se assanha
E deixa seu mais íntimo segredo
Fazer parte da lista secreta
Do meu desejo obsceno.
*Autoria
Rio Claro, 26 de julho de 2010, 21h05min.


No rosto salpicado de rugas do moribundo, havia um sorriso de esperança.

Antonio Augusto Bandeira


DO PRECONCEITO

*Autoria Por: Jorge Humberto

A pessoa preconceituosa é uma pessoa profundamente desequilibrada e exageradamente conflituosa, no que aos seus sentimentos diz respeito. De ideias fixas e desencontradas sempre arranja argumentos para contrapor os outros e manter os seus ideais salvaguardados. Xenofobistas por convicção entram em conflito num piscar de olhos, defendendo suas ideias até ao insustentável do razoável. Para estas pessoas todas as outras têm defeitos e fissuras de personalidade. Quando acontece exactamente o contrário, contudo não são capazes de alcançar o mais obvio e evidente, de que são pessoas rancorosas e de mau feitio, para com os outros.

Extremamente territoriais sempre acusam no rosto um mau cenho, para que dessa forma possam manter as outras pessoas afastadas de si e de sua jurisdição. Usam o termo «eu» quando em contacto com outras pessoas, de maneira a satisfazer o seu egocentrismo doentio e de penúria conforme à razão, que não lhes assiste. Uma pessoa preconceituosa só se concebe pela razão, que, como todos podem verificar, é uma sem razão, pois o preconceito é algo de irracional e contraproducente. É uma pessoa empírica, que usa e abusa dos sentimentos mais profundos, das outras pessoas. O preconceituoso é uma pessoa de ideias ou conceitos formados antecipadamente e sem fundamentos sérios ou imparciais.

São supersticiosos e intolerantes, não aceitando um «não» como conceito. Sofrem de opinião desfavorável que não é baseada em dados objectivos e sofrem ainda de cegueira moral. Aliás são amorais e não conseguem manter uma conversação sem que a intolerância tome conta da razão mais do que provável e significativa, baseada que é em factos reais. São pessoas que vivem na extremidade da corda, e encontram-se distantes do que é considerado normal. São radicais por natureza e são extraordinariamente solitários, não lhes afectando tal facto, pois que não sabem viver em sociedade, olhando os outros nos olhos, sem que antes desviem o olhar e descarreguem seus preconceitos como se fora uma arma de fogo.

Uma pessoa preconceituosa é exímia em afectar a intuição de outra pessoa, é vaga e não tem a aptidão para receber as impressões dos demais, ao seu redor. Contradizem tudo e todos, como se a verdade fosse com eles e a inverdade corre-se pelos poros da pele das outras pessoas. Falta-lhes percepção e faculdades para compreender o que lhes estão a dizer, pois não têm consciência íntima. Não têm pesar, paixão ou desgosto, são pessoas frias a agoirentas, mantendo-se o mais possível afastadas das outras pessoas. Insensíveis têm a nítida sensação, de estarem a ser observadas e que lhes querem mal. O mal está com elas não com os outros. Uma pessoa preconceituosa é sociopata e trai a liberdade dos outros serem como são. Para ela tudo está fora de questão e é pernicioso.

*Autoria Jorge Humberto
03/08/10

VIVENDO
*Autoria João Roberto Vieira

Como é bom viver,
amar, correr, cantar,
sorrir, andar, pular.
É amando, vivendo,
correndo, sorrindo, cantando,
andando, pulando e amando,
que a gente vai crescendo.
É vivendo, que se arrisca a sorte,
se a vida é o espaço da vida,
entre o nascimento e a morte;
vamos deixar tudo viver,
ver as plantas crescer,
a água correr,
e manter tudo VIVENDO.

*Autoria João Roberto Vieira - Poeta em Ilhota


O ANALFABETISMO EXCLUI OS IDOSOS
BRASILEIROS DO MUNDO DA LEITURA


*Autoria Carlos Lúcio Gontijo

O número de cidadãos idosos cresce sem o devido aparelhamento do Estado brasileiro para atender ao surgimento de novas necessidades na área de lazer e saúde. Pesquisas com a população idosa apontam as dificuldades de ser idoso no Brasil, pois além das carências materiais a grande maioria tem as limitações naturais impostas pela velhice agravadas pelo analfabetismo.
Lamentavelmente, a população idosa do Brasil se vê prejudicada pelo descaso com que a educação foi tratada ao longo dos anos, influindo negativamente na vida das pessoas mais velhas, que se nos apresentam menos escolarizadas que a população mais jovem. Entre os idosos, 89% não passam da 8ª série do ensino fundamental, sendo que 18% não tiveram nenhuma educação formal. Apenas 4% chegaram a frequentar um curso superior.
Acentua-se na população idosa a supremacia das mulheres, que representam 57%, ao passo que os homens acima de 60 anos são 43%. Mas, independentemente do sexo, o nível educacional insuficiente atrapalha muito a conquista de uma boa qualidade de vida por parte dos idosos, que não dispõem de uma política pública específica contra o analfabetismo e que, se efetivamente adotada por intermédio de competente mobilização social, poderá não apenas diminuir a falta de instrução, mas também dar uma ocupação para os idosos: primeiro com o próprio ensino e, depois, uma vez alfabetizados, a sua introdução no rejuvenescedor mundo da leitura.
A análise de levantamentos estatísticos assinala que o Brasil caminha para situar-se no patamar de sexto país de população mais envelhecida do planeta Terra, com 34 milhões de idosos, previsão que precisa ser acompanhada pelo governo (federal, estadual e municipal) por meio de medidas direcionadas ao atendimento da população acima de 65 anos, que reivindica grande número de geriatras, uma especialização médica pouco comum no Brasil, pois até pouco tempo atrás o país se nos apresentava como país de cidadãos notadamente jovens.
Hoje, sem que a sociedade, seus governantes e autoridades constituídas percebessem, a nação brasileira contabiliza uma imensa quantidade de gente que envelheceu sem contar com acesso democrático à educação e terminou por constituir preocupante quadro de idosos analfabetos, ostentando dificuldades tanto para absorção de informações relativas a doenças quanto para seguir as orientações de um simples receituário médico. E o que é ainda pior e mais triste: idoso analfabeto perde a oportunidade de preencher o vazio das horas com a mágica viagem de uma boa leitura.
*Autoria Carlos Lúcio Gontijo
www.carlosluciogontijo.jor.br
Da ALB-MARIANA, AVSPE e ACADSAL

EM SÃO PAULO SÓ A IMPRENSA É CEGA. A JUSTIÇA NÃO
*Autoria Raul Longo

E o Presidente do Tribunal de Justiça do Estado tem olho de lince para os benefícios de seus pares. Um lince tão faminto que o Conselho Nacional de Justiça teve de conter a voracidade para evitar o desequilíbrio da cadeia alimentar. Proibiu o inconstitucional “auxílio voto”
“Ilegal?”
Sim. Quer dizer, não! Justiça ilegal não pode. Inconstitucional é mais apropriado. Pois apenas inapropriado que, sem pagar tributos, os juízes do TJ de São Paulo ganhem acima dos ministros do STJ que, pela Constituição Federal, recebem o teto do funcionalismo público de todo o país.
“Injusto! Afinal é o estado mais rico da federação e não há motivo algum de alarde pela imprensa”.
Mas o alarmante está na situação dos funcionários da Justiça de São Paulo, há 100 dias em greve. Mais de três meses a população das maiores cidades do Brasil, sem Justiça!
“Os presídios mais lotados do país?” Sem justiça! “O maior centro comercial e financeiro do continente?” Sem justiça! “O maior parque industrial da América Latina?” Sem justiça! “A 4ª ou 3ª concentração populacional do planeta?” Sem justiça!
“E a imprensa? Os jornais que se dizem de maior circulação nacional? As maiores emissoras de TV? As revistas?”
Cegos ao orgulhoso povo paulista a 100 dias, mais de um trimestre do ano, sem Justiça! Que estado é um estado sem justiça?
Cegueira ou loucura? “Saramago responderia”.
Mas Saramago não poderia acusar a Justiça Paulista de ser cega. Enxerga muito bem! Tanto que os 1.470 juízes do estado receberão suas férias em dinheiro.
“Ora! Mas qual a novidade? Isto está previsto no Código Trabalhista Brasileiro. Quem trabalha tem direito a férias e pode negociá-las em dinheiro!”
Para os juízes, sim. Apenas para os juízes que não vão trabalhar e não trabalham a 100 dias de greve dos servidores que pelo acúmulo de trabalho não tem férias. Mas por serem estatutários e não CLT, tampouco têm ressarcimento em dinheiro.
“Se os desembargadores de um estado ganham mais do que o Presidente da República e os juízes recebem sem trabalhar, estes funcionários não devem estar tão mal pagos assim!”
Isso se a Justiça Paulista fosse cega. Mas como é caolha e só enxerga um prato da balança, há dois anos esses servidores não têm reposição salarial e sequer um olhar do Presidente do Tribunal.
“Que não é cego!”
Mas é caolho. De apurado olho gordo, pois enxerga com muito apuro o prato da balança Judiciária, penso sob o peso do repasse de 4 milhões de reais no último dia 27 de julho!
“Ah! Mas com esse dinheiro logo se resolve a greve!”
Não resolve! A maior parte desses 4 milhões já está comprometida, sob o beneplácito e sagaz olhar da Justiça Paulista, com indenizações aos mesmos juízes e desembargadores.
“Então esses servidores têm de fazer mais do que greve! Tem de fazer manifestação para que a imprensa paulista veja a situação!”
Num ato simbólico, abraçaram o fórum da Praça João Mendes. Foram agredidos com bombas de efeito moral, balas de borracha e gás de pimenta. Retrospectiva de 68 que pode ser assistida pelo youtube, sob o título “greve do judiciário”.
“E a imprensa?”
É cega e a situação é caótica! Caótica para os brasileiros. Caótica para São Paulo Sem Justiça há Cem dias, mais de três meses!, como se confere nos endereços:
http://www.assojuris.org.br/home.asp http://www.assojubs.com.br/ e http://www.assetj.org.br/portal/index.php?secao=meio
Situação que pode ser discutida pelo Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=31082

E quando perceber que essa situação é injusta também com você que a qualquer momento e por qualquer razão pode necessitar de um São Paulo com Justiça, participe deste abaixo assinado em: http://www.cpi.br30.com/

AMENIDADES
*Autoria Virgínia além mar

Com cara de bobo
Sonolento como a tarde
Fofo, muito fofo
Lambeu meu rosto
Bordando um sorriso
Em minha face
Carícias naturais
E mútua foram encorajadas
Nenhuma palavra foi dita
Nenhum juramento de amor
Eterno ou efêmero
Apenas a simpatia
Que brota da brincadeira
E faz jorrar alegria
Fofo, muito fofo
O cão e o encontro
Um momento singular
*Autoria afetuosamente Virginia

MASCARADA
*Autoria Bruna Matps

Enquanto espero que venha,
De pé, espio refletida no espelho, a minha face,
Abatida,
Olheiras que saltam,
Como fossem a maquiagem
Que ainda faria.
O risco nas pálpebras me sai um pouco
Em desalinho,
As mãos trêmulas esbarram
No pó que esconderia as marcas
De minha idade.
Quebrado,
Eu cato ainda, no chão,
O que posso usar para restituir um rosto.
A boca, não pinto, aguardo que venha,
E na esperança de que tenha
Os lábios teus tocando
Avidamente a secura dos meus, mantenho a boca virgem...
A ti deixo que a torne rosada,
De um tom bem suave, que o beijo roubaria.
Ali, tão maravilhosamente entristecida,
Acompanha-me o copo,
De bordas finas e rachadas.
No seu fundo, as marcas feitas pelas
Piteiras das cigarrilhas baratas,
Apagadas no seu interior.
Mascarada,
Oculta,
Omissa ainda
Estou!
Mas não por muito tempo,
Apenas, até a hora de tua chegada.

*Autoria BM (Bruna Matps- poetisa fluminense)

A TROCA

*Autoria Antonio Augusto Bandeira


Ela fugiu do casebre onde morava. Na noite fria e de névoa, na rua deserta, a menina maltrapilha, com uma touca de bolinha na cabeça, encostou-se numa soleira de porta. Quedou-se imóvel.

De repente, rompendo o silêncio, ouviu o bater de uma bengala na rua. Rua de pedras, inserida num cenário de vazio e tristeza.

Olhou e viu um velho de bochechas vermelhas olhando para ela, falando com ela. Sua voz arrastada, cheiro de bebida, entendeu no confuso que se encontrava que ele a convidava para dormir na sua casa. Era num casarão do outro lado da rua.


O sobrado do velho nada tinha de sedutor, janelas quebradas, paredes sem reboco, buracos que pareciam casas de rato.Mas foi, pior seria dormir na rua.

Recebeu uma manta para dormir. Mas não conseguia. Foi até o quarto do velho que na cama gemia de frio, coberta com uma manta suja.

Ele a convidou para dormir junto. Resolveu perguntar se o mesmo era casado e tinha filhos.

_-Não, foi a resposta ouvida.

- Eu também não.

Deitou-se o mais longe possível. Não que ele lhe desse medo, mas um pouco de nojo sim.

O velho lhe deu um relógio De ouro, ele disse.Mas seria de ouro, pensou duvidando, resolveu aceitar quieta.

Mexendo na escrivaninha do lado da cama encontrou uma série de papéis.

-Que é isto? Foi a pergunta que fez.

-São cartas antigas de minha mãe.

-Leia uma, pediu.

O velho leu. Sua mãe pedia que se cuidasse, que quando saísse na rua colocasse um cachecol para proteger a garganta e outras recomendações que só uma mãe faz. Muito carinho, muitas palavras, bonitas que ele nunca ouvira. Sem querer, começou a sentir que lágrimas brotavam, reclamando afagos que nunca tivera. Chorou, docemente, até que adormeceu no braço do velho.

Acordando, resolveu ir embora. Deixou o relógio. Levou as cartas, mas, agradecida, colocou na escrivaninha, em troca, sua touca de bolinha.
*Autoria Antonio Augusto Bandeira

INFERNO AÉREO
*Autoria Carlos Assis


Como o número de passageiros aéreos não para de crescer no mundo todo, devido ao aumento simplesmente da população mundial e da recuperação da economia. Muito em breve poderão estar no ar os chamados superaviões. Aeronaves com capacidade de 1000,1500 ou mais passageiros. E isto levará a uma completa remodelação de todo o transporte aéreo.
Eu particularmente sou contra estas aeronaves, mesmo que a Aviação seja considerada o meio mais seguro de transporte. O risco de um acidente com um número tão grande de pessoas apesar de bem pequeno. É bem real. As condições metereologicas, as falhas técnicas e o erro humano não podem ser anulados.
Pelo escritório de registro de acidentes aéreos (Acro)
Até 2009 aconteceram 17369 acidentes na aviação mundial, 121870 pessoas morreram e 93624 ficaram feridas.
Estatísticas dos acidentes
5,95% mau tempo
67,57% erro humano
20,72% falha técnica
3,25% sabotagens
2,51% outras causas

Os acidentes aconteceram
27,73% durante o voo,
50,39% no pouso
20,96% na decolagem
0,64% no taxiamento
0,28% durante o estacionamento

Basicamente a maioria dos acidentes ocorreu a menos de 10 quilômetros dos aeroportos, cerca de 50% dos acidentes. Se dividirmos o número de voos mais o número de passageiros pelos números de acidentes, teremos estatisticamente pelas minhas contas 300 cadáveres em voos todos os anos por cima de nossas cabeças. Claro que estas estatísticas não estão corretas.
No mundo real, e isto se deve mais a outros fatores aleatórios como a sorte. Que eu simplesmente desprezei nas contas. Mas este número fatídico dependendo do ano é maior ou menor
Em 2009, o Brasil teve 64milhões de passageiros e 2.290.950 pousos e decolagens. Sendo os aeroportos de Congonhas, Cumbica, Brasília e o Galeão. Os mais movimentados e com maiores índices de atrasos de voos do país.
A probabilidade de sobrevivência numa queda da aeronave durante o voo , quase inexiste.
Já no pouso e na decolagem, existe uma grande possibilidade de sobrevivência.
E isto independe do modelo de aeronave, do tempo de uso da aeronave, do tempo de voo e da companhia. Apesar disto em algumas regiões do mundo, o risco de acidente é maior.
Alguns técnicos recomendam o voo em aeronaves maiores e em grandes companhias, por acharem que elas seguem todos os procedimentos de segurança
Por esta razão sou favorável ao aumento do número de aviões de menor capacidade de passageiros. Então logo teremos um aumento expressivo de aeronaves e também de decolagens e aterrissagens.
O que ocasionará uma saturação insuportável e incontrolável.
Cada vez mais crítica do espaço por onde circula o transporte aéreo.
Precisaremos de mais voos, aeroportos, terminais de embarque e desembarque, guichês de passagens, pistas, pilotos, comissários, técnicos, mecânicos, seguranças, radares, controladores, engenheiros, táxis, hotéis, restaurantes, carrinhos de malas, aparelhos de raios x, salas de espera, esteiras de bagagens, combustíveis, equipamentos em geral e balcões de reclamações.
Então os passageiros da aviação devem estar preparados para eventuais atrasos e ter muita paciência. Ou seja, os aviões estão a cada, dia mais rápidos, e maiores. E os aeroportos estão a cada dia, mais lentos e menores.
*Autoria Carlos Assis
Freguesia do ó
São Paulo SP
02758-010

ABORTO, MÍDIA E NOVELA.
*Autoria Marcelo de Oliveira Souza

Apesar da abertura sexual onde “todos” se sentem à vontade para satisfazer aos seus desejos carnais a qualquer momento, a falta de orientação dos pais mesclado com o grande poder de influência da televisão é decisivo para o número de gravidez indesejada e por sua vez o aborto.
Muitas pessoas, por inúmeras causas são contra esse tipo de procedimento, sendo inclusive contra a lei, ocasionando abortos clandestinos, causando até problemas de saúde às pacientes, sendo arrastados durante a vida toda, como espirituais, morais e até penais.
A gravidez indesejada faz com que a pessoa pense em inúmeras formas de “voltar” no tempo, principalmente se não tiver apoio do parceiro, o que acontecem muito nesses dias difíceis de viver e fácil de ter relações sexuais, em qualquer festa, reunião, praia, sempre pode culminar num motel, até num cantinho de um beco ermo.
A televisão está aí para incentivar com novelas impróprias direcionadas a adolescentes, principalmente a famigerada Malhação, que “orienta” os jovens durante anos a fio, sendo agora a “identidade” como se intitula; cada vez que passamos pelo folhetim diário e anual, tem assuntos relacionados, a sexualidade: tema que pode ser até explorado, contudo incentivado é uma outra triste história.
Todos nós sabemos que os casos de gravidez indesejada multiplicam-se, entretanto o aborto ainda é proibido, mas o que devia se proibir mesmo é a facilidade sexual nesses tempos de internet, a família deve se aproximar mais do adolescente, que na maioria das vezes por falta de orientação ou excesso de permissividade, os problemas de todo o tipo aumentam e multiplicam-se.
Um desses problemas tem como “solução” o aborto, o abandono, o matricídio, mas esse tema polemico que todos “abortam” em discutir deve ser mais trabalhado, pois pior que criticar ou noticiar esses casos de exercício ilegal da medicina, é não dar a oportunidade da mulher fazer a sua escolha com a sua vida, com seu corpo, propiciando um crime pior ainda, terminar seus sonhos, seus dias, sua vida em uma clínica ilegal ou até em um barraco com um remédio abortivo dentro do útero.

*Autoria Marcelo de Oliveira Souza

ORATIUM NOBILIS

*Autor: Jaak Bosmans

Devaneios me fazem subir alguns degraus da consciência.
Participo de rituais mais simples onde só me resto!
Nenhuma extrema mágica, nenhum milagre ou alucinações!
Danço parado e canto interno minha alegria e minha tristeza.

Em infinito azul ergue-se o altar em nuvens desenhadas.
Onde deposito meus encantos, um sorriso e meu encontro.
Entendo que neste momento, o corpo se fez alma, leve e tênue.
E se banha em cristais líquidos, jorrados daquele altar.

Persegue-me ainda todo o passado e seu exercício de lembranças.
Ao toque de um raio desprendido do sol abre-se meu coração,
Por onde passa apenas novos aconteceres em direção ao futuro prometido.
Afoga-se então todo o passado, em desespero e tentativa de retorno.

Religo meus sonhos à realidade e descubro cada passagem,
Dos apontados pecados, que não cometi, bem sei eu, e no ritual isso basta.
Não há preparações, horas ou dias, exige-se só brincar,
Que as crianças e os velhos ainda nos ensinam, como simples meditação.

O templo se constrói com aromas novos e flores eróticas,
Onde comungo muitos abraços, beijos e carícias prolongadas.
Ali te reconheci em olhares, ainda que escondida pelo véu da mágoa,
Quando do suave encontro de nossas mãos, surgiu em brilhos o futuro prometido.
*Autor: Jaak Bosmans
-Embaixador da Paz pelo “Cercle Universel des Ambassadeurs de La Paix”
Genebra – SUISSA / Orange – FRANÇA-nº1019
-Presidente da Academia de Artes, Letras e Cultura “Maestro Arthur Bosmans”
http://academiadeartes-maestroarthurbosmans.blogspot.com
-Vice Presidente da Universidade Planetária do Futuro
-Curador de Arte e Poesia da U. P. F.
*U. P. F. - Presidente: Ana Felix Garjan
*GRUPOS ARTFORUM BRASIL UNIFUTURO

FALANDO DE AMOR
*Autoria Ruthy Neves

Aqui nestas páginas tem o que eu mais gosto de falar...
De tudo o que vivi e aprendi...
A melhor coisa foi e é amar.
Amo a vida... Amo meus filhos... Amo meus netos.
Amo gente... Conhecida e diferente.
Para dizer a verdade...
Amo todos os seres viventes.
Amo um ser maior que tudo.
ELE deu sua vida por mim, por você, com muito amor.
E aprendendo com ELE...
Desfaço os problemas como nós em laços...
Enxergando com olhos de bons irmãos.
Abro meus braços e acolho em meu peito.
Todos que quiserem o mais simples amor.
Amor de coração, amor de irmão...
Amor total para o eleito...
Com muito carinho, beijos e abraços...
Amor que transborda as fronteiras do coração.
É bom ser amado!
São poucos os que sentem esta emoção...
Porém, o melhor de tudo...
É ver que fomos unidos por ELE...
E que temos um só destino...
E estando com ELE, uma só direção.
*Autoria Ruthy Neves

AMOR SENSUAL
*Autoria © Soaroir de Campos

Do fundo do coração
Amor se espalha
Do colo ao ventre

Vai além
Toma corpo

E aderência
Com salivas e sêmens
Nos hiatos da pele.
3/8/10
*Autoria Soaroir de Campos

A MAIS EXTENSA OBRA POÉTICA DO MUNDO

Por *Autoria José Edil de Lima Alves – LUIZ DE MIRANDA,

Poeta nascido em Uruguaiana e já com mais de quarenta anos de carreira literária, Luiz de Miranda tem vinte e oito livros publicados num total de páginas que impressiona pelo volume, sem, contudo, comprometer negativamente o conteúdo e a qualidade.
De fato, são 2706 páginas impressas com poemas que mantêm apreciável qualidade estética, tematizando assuntos que vão da esfera social às manifestações eróticas, dirigidos ora a um público adulto e maduro, ora a um público formado por jovens adolescentes. Para citar alguns, Pablo Neruda tem 2080 páginas e Ezra Pound 837 páginas. Miranda lançou em março de 2009 "MONOLÍTICO (Memória Que Não Morre)", 292 páginas de um longo poema. Que Antonio Olinto, da Academia Brasileira de Letras, afirma: "Ourives da palavra, Miranda chega com Monolítico ao patamar da grande obra da Língua.” Saiu em março “Melhores Poemas de Luiz de Miranda”, Editora Global, SP, com lançamento nacional.
Recebe dia 05 de junho Prêmio da Academia de Letras, Ciências e Artes Francesa. Saiu em março, na Feira de Paris seu livro “Trilogia do Azul, do Mar, da Madrugada e da Ventania. Recebeu em abril o Prêmio 52ª Legislatura da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Sairá em outubro Antologia Poética na Espanha, coordenada e traduzida por Perfecto Cuadrado.
A lírica mirandina destaca-se sobremaneira pela tematização da palavra como instrumento e como objeto do seu fazer poético, com de resto deve ser todo o poema que aspira um patamar verdadeiramente literário, primando pela sonoridade do verso, sempre sustentado por ritmos adequados aos assuntos de que se ocupa com propriedade e com percuciente capacidade, como a de esmerar-se na busca do vocábulo próprio para exprimir o que o seu fértil estro lhe dita.
Em língua portuguesa, passando pela produção dos mais diferentes poetas nos mais diversos períodos e países, de Angola a Moçambique, do Brasil a Portugal, sem deixar de mencionar Cabo Verde, Luiz de Miranda constitui-se em caso singular, pode-se dizer, seja pela qualidade de sua produção, reconhecida por diferentes e importantes críticos, tanto no Brasil como no exterior, seja pela extensão de versos produzida que se encaminha célere para se constituir na mais alentada de quantas se tem notícia.
Manuel Bandeira, em seus sessenta (60) anos de produção, era o poeta que, junto com Carlos Drummond de Andrade, apresentava uma quantidade realmente apreciável de poemas. em nosso país; Fernando Pessoa e Camões, em Portugal também escreveram significativo número de poesias. E todos, seguramente, já foram ultrapassados por Luiz de Miranda que ainda tem cinco livros inéditos: “Velas de Portugal”, 270 páginas; “Salve Argentina”, 123 páginas, “Rio de Janeiro, Canto de Amor e Esperança”, com 170 páginas. “Vendaval da vida inteira”, 250 páginas e "Vozes do Sul do Mundo", 280 páginas, com 250 cantos. É uma obra densa, forte, definitiva, com 170 cantos, daquilo que Miranda mais sabe cantar: A paisagem da pampa e suas cidades, o mar e suas eternidades. Com segurança. Miranda é o único do Brasil que vem cantando o Sul do Mundo espanhol. É um livro triunfal.
Para entendermos melhor a obra mirandina nunca será demais ter-se uma visão continental mesmo que sucinta, mas necessária.
O ensaísta e professor universitário Perfecto Cuadrado, da Universitat de les Illes Balears, em Palma, Mallorca, Espanha, sobre Luiz de Miranda afirma: “... é o grande poeta épico que transforma o eu pessoal em coletivo, a voz individual na voz de um povo. Dá prosseguimento ao que fez Rubén Darío, seguido por Gabriela Mistral e Pablo Neruda. É uma voz única na América Latina."
Não é uma afirmação isolada.
Raul Bopp, o celebrado autor de “Cobra Norato”, ainda nos anos setenta do século XX, disse do autor aqui focalizado: “A poesia de Luiz de Miranda revela a sensibilidade do verdadeiro grande poeta. É uma contribuição definitiva à literatura brasileira”. Já o professor universitário, crítico e poeta, Affonso Romano de Sant’Anna, registrou: “A poesia de Luiz de Miranda é forte como o Canto General, de Pablo Neruda, e o poeta uruguaianense constitui-se em um verdadeiro Orfeu dos Pampas.”
Na verdade, nesses mais de quarenta anos de trajetória poética, Luiz de Miranda jamais perdeu de vista a realidade continental americana. E bem antes de iniciar-se como poeta em letra e forma, pode-se falar dos contatos com a realidade poética das Américas pelas leituras que o passar do tempo foi-se encarregando de tornar mais intensas de um Edgar Alan Poe, Walt Whitmann, Inés de la Cruz, Octavio Paz, Amado Nervo, da América do Norte, passando pelos centro-americanos Gertrudis de Avellaneda, José Martí, Rubén Darío, para chegar aos sul-americanos Zorrilla de San Martín, Etcheverria, Andrés Bello, José Hernández, Juana de Ibarbourou, Pablo Neruda, Gabriela Mistral, Alfonsina Storne, Jorge Luís Borges, dentre tantos, tantíssimos outros de língua castelhana, sem descurar dos patrícios, a começar por Basílio da Gama e Tomás Antônio Gonzaga, chegando àqueles que hoje dão sustentação ao que de melhor é produzido no Brasil.
Em seu trabalho poético, de forma recorrente tem tratado de lugares e de pessoas humanas, formadores desta realidade americana que tanto o envolve. Vultos políticos, entre os quais Salvador Allende, Martin Luther King, Che Guevara, João Goulart, e artísticos, como Pablo Neruda, Fernando Pessoa, Mario Benedetti, têm merecido de Miranda não apenas o reconhecimento, mas a mais eloquente distinção.
O número que fala da produção intensa desse escritor que vive para a Poesia, pode-se dizer sem exageros, é reflexo de uma mudança de rota que acontece quando Miranda publica Quarteto dos Mistérios, Amor e Agonias, 384 páginas (1999), Trilogia do Azul, do Mar, da Madrugada e da Ventania, 304 páginas (2000), galardoado dom o “Prêmio Nacional 2001 da Academia Brasileira de Letras", Trilogia da Casa de Deus, 280 páginas (2002), Canto de Sesmaria, um singularíssimo poema desenvolvido em 280 páginas (2003) e Nunca Mais Seremos os Mesmos, com 416 páginas (2005). Saiu “Melhores Poemas de Luiz de Miranda”, 207 páginas, pela Ed. Global-SP, em março deste ano.
À mercê do seu trabalho, tem vindo o justo reconhecimento. Miranda tem prêmios no Exterior: Estados Unidos (4), Paraguai (2), Panamá , Itália e França. Recentemente, recebeu o título de Membro de Honra do Instituto Literário y Cultural, com sede na Califórnia, USA, passando a figurar ao lado de nomes ilustres como Jorge Luís Borges, Isabel Allende e Ernesto Sábato, por exemplo. E a revista Alba de América (800 páginas), editada pela citada entidade, publicou poemas de Miranda e um ensaio de Antonio Olinto sobre a obra do ilustre uruguaianense. Luiz de Miranda ganha em 2009 um dos maiores Prêmios mundiais, o do Instituto Literário e Cultural Hispânico, que já agraciou nomes internacionais como Augusto Roa Bastos e Mario Benedetti. Miranda recebeu o Prêmio em 12 de agosto na Argentina no XXXII Congresso Mundial da Entidade. Miranda recebe em 2009, da Secretaria Municipal da Prefeitura de Porto Alegre, o Prêmio Açoriano de Melhor Livro de Poesia do ano, com "Monolítico".
Sempre voltado para nosso Continente, ainda no mês de julho de 2007, em sua cidade natal, a fronteiriça Uruguaiana, acabou de redigir o poema intitulado Salve a Argentina, composto por 103 cantos, certamente o primeiro cântico de louvor à pátria-irmã, escrito por um brasileiro.
Todo o acervo poético de Luiz de Miranda foi entregue ao Projeto Delfos - Memória Cultural da Pontifícia Universidade Católica do RGS, em dezembro de 2009. Lá estiveram Erico Veríssimo e Mario Quintana.
O conjunto de sua produção, por sua qualidade, naturalmente, faz com que cada vez mais eu reafirme o que escrevi um dia sobre sua poesia: “De fato, analisando com vagar e atenção os livros até hoje publicados de Luiz de Miranda, sem qualquer dúvida é possível afirmar que se trata de um dos grandes poetas brasileiros de todos os tempos, dando seguimento às grandes produções do idioma português, de Camões a Fernando Pessoa, passando por Antero de Quental e Carlos Drummond de Andrade”.
*Autoria José Edil Alves é Doutor em Letras pela UFRJ – Membro da Academia Rio-grandense de Letras e da Academia Uruguaianense de Letras. Professor na ULBRA/Canoas.

Luiz de Miranda, fones:51-3209 4891 – 9179 4891
Pequena Biografia

Luiz de Miranda nasceu em Uruguaiana/RS, fronteira com a Argentina e Uruguai. Sucesso de público e de crítica. "Amor de Amar" vendeu 1860 exemplares em 2 meses. Livro dos Meses vendeu mais 30 mil. Livro do Pampa, 20 mil. A maioria de seus livros está com a edição esgotada. Recebeu o “Grande Prêmio de Poesia do ano de 2001”, instituído pela Academia Brasileira de Letras, pelo livro Trilogia do Azul, do Mar, da Madrugada e da Ventania. Para Ary Quintella: "Miranda é o melhor poeta vivo do Brasil". O poeta Affonso Romano de Sant"Anna afirma: "Sua poesia é forte, é um verdadeiro "Canto General", de Pablo Neruda, cheio de generosa amizade. A Poesia sopra com a força mítica de Orfeu. Um Orfeu dos Pampas". LM é verbete da Enciclopédia Biblos da Europa, a pedido da Universidade de Coimbra, Portugal, com texto composto pela crítica e professora, Dra. Regina Zilberman.
Em 1988, recebeu o “Prêmio Érico Veríssimo”, da Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Em 1997, ganhou o título "Cidadão de Porto Alegre", por votação unânime dos vereadores.
Recebeu o Prêmio "Negrinho do Pastoreio 2005", como melhor poeta do Rio Grande do Sul. A votação foi feita por Prefeitos, Vice-Prefeitos e Secretários de Cultura do Estado. Miranda tem 27 livros publicados, num total de 2810 páginas editadas. Tem prêmios nos Estados Unidos,Itália, Paraguai e Panamá.

Rolando Revagliatti, Cristian De Nápoli y Ruben Del Grosso presentaron en treinta y un encuentros de frecuencia semanal: 13.5.1999 a 9.12.1999: Evocación de la poética de Nicolás Olivari (Buenos Aires, 1900-1966) Lecturas Programadas de autores invitados Lecturas No Programadas de escritores asistentes Breves presentaciones de revistas, talleres y grupos literarios Obsequio de libros y publicaciones periódicas. Participaron poetas y narradores de Perú, Cuba, República Dominicana, Uruguay, Italia, Alemania, y también residentes en provincias de la Argentina. Aconteció en "El Aleph Café/Arte" de la ciudad de Buenos Aires.

Soneto bien inspirado y mal medido

Esta muchachita de labios pintados,
melena, vestido vistoso, sombrero castor,
es cajera en una casa de peinados
y conoce el neologismo trágico: ¡control!
Cumple su horario como una hormiguita,
con los de la Casa es perfectamente casta,
y ciérrales el escote con dos cintitas
y tiene en su media una raya de: ¡basta!
Pero sabemos que visita casas sospechosas,
hace unos días que está muy ojerosa
y esta mañana... ¡vino tan tarde!
Ella es honesta en su Caja, pero resulta una ganga
hacerle un recordatorio corte de manga...
...¡Pst!... todo macho es un cobarde.

Nicolás Olivari
(de su poemario "El Gato Escaldado")


1°: Edgardo Pígoli, Juan Carlos Rivera Quintana, Susana Cattaneo, Carlos Barbarito.
2°: Pablo Becker, Roberto Goijman, Paula Salmoiraghi, Oscar Pablo Baldomá.
3°: Daniel Horacio Grad, Ricardo Rubio, Rosana María Ortelli, Juan Domingo Torchiaro.
4°: Alicia Gallegos, Juan Carlos Pellanda, Cristina Pizarro, Adalberto Polti.
5°: Horacio Preler, Cristina Carranza, Julio César Diaco, Silvia Noemí Pastrana.
6°: Alejandra Pultrone, Pablo Montanaro, Florencia Fragasso, Carlos Enrique Berbeglia.
7°: Marcos Silber, Raúl Brasca, Javier Robledo, Santiago Espel.
8°: Daniel Barros, Laura Kropff, Carlos Pensa, María Paz Levinson, Carlos Kuraiem, Celia Fontán.
9°: Germán González Arquati, Marcelo di Marco, Elsa Copati, Carlos Battilana, Patricia Díaz Bialet, Rodolfo Edwards, Ricardo Giménez.
10°: Clara Fernández Moreno, Rubén Chihade, Olga Drennen, Melina Brufman, Héctor Dengis, Paola Balboa.
11°: Federico Pedrido, Juan Desiderio, Daniel Rubén Mourelle, Patricia Verón, Jorge Paolantonio, Roberto Cignoni, Wenceslao Maldonado, Félix Carlos Lucas, Carlos Paz.
12°: Silvio Javier De Gracia, Julio Bepré, David Birenbaum, Ida Julia Casella, Fabián San Miguel, Carlos Alberto Ramponelli.
13°: Darío Canton, Eduardo Dalter, Hilda Mans, Fernando Molle, Martha Goldin, Héctor Urruspuru, Eva Aizemberg, Iaque Iagust.
14°: Antonio Moro, Fernando Kofman, María Medrano, Ernesto Vázquez Rivera, Daniel Quintero, Andrea Gagliardi, Sergio Kisielewsky, Gerardo Diego, Ilda Delgado.
15°: Manrique Fernández Moreno, Manuel Ruano, Walter Iannelli, Silvia Manzini, Martín Micharvegas, Rafael Alberto Vásquez.
16°: Ángel Nuñez, Liliana Aguilar, Daniel Amiano, Cristina Siri, Amadeo Gravino.
17°: Héctor Miguel Ángeli, Silvia Mazar, Maximiliano González Jewkes, Magdalena Martín, Luis Alberto Juárez.
18°: Jorge Ariel Madrazo, Leonor García Hernando, Juan Terranova.
19°: Marta Braier, Simón S. Esain, Norma Menassa, Graciela Perosio.
20°: Amalia Sato, Clara Vasco, Néstor Latrónico, Nina Thürler.
21°: María del Carmen Colombo, Cayetano Zemborain, Ana Guillot, José Villa, Zoraida Laveglia, Martín Rodríguez.
22°: Hartmut Sörgel, Pablo Quevedo, Miguel Ángel González, Nira Etchenique, Juan García Gayo, Emiliano Bustos.
23°: Laura Wittner, Enrique Puccia, Sandra López Jachú, Pedro Grieco, Mabel Pan.
24°: Karina Macció, Marta Cwielong, Rubén H. Zorrilla, Ximena Espeche, Leonor Bonfanti, Alejandro Manrique, Romina Freschi, Adriana Maggio.
25°: Liliana Guaragno, Angélica Barletta, Luis Thonis, Lilian Escobar, Ayelén Correa.
26°: Miguel Gaya, Alejandro Sosa Días, Elvira Otero, Carlos Juárez Aldazabal, Eduardo Espósito, María Cristina Santiago, Norberto Barleand.
27°: César Cantoni, Osvaldo Bossi, Delia Lavedán, Roberto Sánchez, Jorge Luis Estrella, Walter Cassara.
28°: Anahí Abeledo, Beatriz Basile, Daniel Battilana, Laura Yasán, Mónica Efron, Jorge Nonini.
29°: Leopoldo Real de Azúa, Natividad Acosta, León David, Nora Alicia Perusin, Walter Ch. Viegas.
30°: Eugenio Mandrini, María de los Ángeles Lescano, Debrick Ankudovich, Paula Brudny, Adolfo Marino Ponti, Marcela Giacobbo.
31°: Marta Miranda, Julio Salgado, Lilia Argañaráz, Héctor Freire, María Dolores Lucero.

"La poesía es ahora la cordialidad permanente de la inteligencia y el soporte más grande de las únicas y verdaderas acciones humanas."
Jorge Enrique Móbili
Además de las presentaciones del Grupo "Con-Versando", el Taller de Poesía "Papemor", etc., se realizó, con Mario Moscoso, Ariel Varone y Diego Moroni, el breve espectáculo poético-musical "El Sueño del Eterno Regreso".

En las presentaciones de las revistas "Patagonia / Poesía", "Plagio", "La Bota Literaria", "Papirolas", "Bardo", "La Guillotina", "Damo", "León en el Bidet", "Ques Quesé", "La Pluma en el Ojo Ajeno", "Andrógina", "El Perseguidor", "Extranjera a la Intemperie", participaron, entre otros, Noemí I. Aranguren, Juan Carlos Navarro, Irene Miraglia, Néstor A. Sánchez, Ana Passarelli, Estela Kallay, Carlos Perazzi, Norma Padra, Jorge Cambiaso, Milagros Rodríguez, Gabriela Delgado, Verónica Pérez Arango, Mariana D"Agostino, Florencia Castellano, Elizabeth Lerner, Araceli D"Amico, Jorge Omar Groba, Susana D"Agostino, Graciela Carbonero, Diego Viniarsky, Sergio Daniel Mercado, Rita Kratsman, Marcelo Colombini, Norma Fumero, Jorge Claverié, Daniel Gayoso, Natalia Fortuni, Marcelo Svartman, María Carolina Berduque, Lautaro Brunatti, Javier Aduriz, Claudio González Baeza.

"La realidad de la poesía está en la amistad de los poetas."

Alberto Vanasco

Agradecemos a Osvaldo Verón, Ernesto D. Buezas de la Torre, Alejandro Luis Gabba, Nacha Ríos, Carlos F. Arnedo, Juan José Vieytes, Garita del Mar, Matilde López Camelo, Esther Kaplan, Elba D"Onofrio, Leticia Hernando, Beatriz Freijo, Leandro Sardi, Enrique Mario Saporiti, Carlos Elliff, Cristian Gil Fuster, Luis Jorge García, Alejandro Humberto Álvarez, Analía Rodríguez, Eduardo Méndez, Silvia Arzac, Néstor Ventaja, Paula Passarelli, Leonardo Torres, Fernando Ruiz Moreno, Toto, Flavio Crescenzi, Sergio Pesce, Jorge Wassouf, Betty Córdoba, Ana Santoandré, Cristina Ottonello, Federico Docampo, y a todo el público en general, así como a los programas radiales, publicaciones periódicas, ciclos de poesía y cafés culturales, etc., que apoyaron este espacio de resistencia poética.
Ciclo de Poesía y Prosa Breve "Nicolás Olivari": Autores de muy diversas trayectorias y proyección pública confluyeron con sus diferentes propuestas estéticas en una sostenida muestra de pluralidad de voces.

Dark Saga l
*Autor: Samuel da Costa
para Miguel Maria da Costa
Meu filho...quando tu nasceres...serás...tão belo,tão casto
Pois ela pariu! Um menino! Ah meu filho! Tão puro!Tão casto!

― Marguerite!Já podes servir o jantar! ―O tom da dona da casa era formal e pastoso, para disfarçar o ódio que sentia para com a mulher que a servia. ‘’Dona Madalena’’ sabia como se relacionavam os homens e as escravas em seu mundo. Escravos, e principalmente as escravas, deveriam servir seus senhores e senhoras em todos os sentidos. Quando o marido de Madalena voltou do mercado de escravos com um ‘’novo lote’’, trazendo aquela negra com porte de rainha, Madalena foi tomada de um adágio. O marido de Madalena, fazendeiro prospero e senhor de muitos escravos, decidiu por aquela escrava para dentro da casa grande. A dona da casa, não precisou fazer um grande esforço para descobrir o porque de seu marido tomar tal atitude. Mas o que Madalena não sabia era que o nome dela era Kianda, e que ela fora rainha no velho mundo. Aprisionada, junto com seu povo, e posta a ferros, para em seguida ser vendida como escrava em Nova Lisboa em Angola.
― Já podes se retirar Marguerite! ― Ordena Madalena, forçando um sotaque afrancesado, a sua serva após a mesma por a mesa.
― Por que não à chama de Margarida?Por que ‘’tem’’ que usar a língua dos ‘’outro’’! ―Esbraveja Gumercindo, pois aquele rústico dono de fazenda, jamais entenderia o porque de uma dama nascida e criada na corte, com seus ‘ares’’ refinados frutos de aulas particulares e breves viagens ao estrangeiro, tratar os escravos daquela forma tão refinada.
― Deus...como pude cair tão baixo? E parar nesse fim de mundo! Sussurra a dama da casa de forma impensada.
― Disse alguma coisa mulher?
― Não disse nada meu marido...― O tom irônico de Madalena constrangia Gumercindo, pois a esposa ,que ele ‘’encomendará’’ da corte, tinha esse péssimo hábito de o desafiar, coisa que dificilmente uma ‘’nativa’’ faria.
― Bom! Assim é bom, tu ‘’sabe’’ que teu pai me devia um bom dinheiro! ― Diz Gumercindo de Sousa Andrade de forma venal. ― E o meu filho...?
― A ama de leite o colocou para dormir, tu sabes meu marido, que Adamastor dorme a essa hora!
― Eu só queria saber se o Dada ‘’ta’’ bem...só isso mulher. ― Diz Gumercindo em tom paternal.
― Não fale de boca cheia meu marido, quantas vezes eu tenho que dizer isso meu Deus! ―Os maus modos à mesa a incomodava, como também o jeito brutal que ele tratava os escravos. Antes ela não precisava presenciar tais bestialidades que se praticava no mundo dos homens. Mas agora morando em uma província distante do império, a coisa era diferente. Tinha aquela gente negra e mestiça por toda parte, estavam tão próximos. Estavam tão presentes, no dia-a-dia, aqueles pobres diabos. E do outro lado a falta de um convívio civilizado, tinha a falta dos teatros, dos jornais, dos livros, revistas de moda vinda diretamente de Paris, das conversas nas soverterias e cafés com os amigos vindos do estrangeiro, um mundo tão cheio de novidades.
― Sabe a prataria francesa e os cristais da Bhoemia que me comprasse? ― Diz à dama que depois leva um lenço à testa, era deselegante, mas um leve mal estar a estava irritando. ‘’Deus, só faltava essa agora, ficar doente nesse fim de mundo’’ diz a dama de si para si mesma.
― O que foi mulher não ‘’gosto’’ do te que mandei buscar? O que foi mulher que cara é essa?
― Nada, um mal-estar de repente. É que esta faltando umas peças, Marguerite me trás água, por favor! ―A dama se esforçava para não gritar, no seu íntimo ela já estava cansada de pedir para as escravas não se afastarem muito da mesa, mas era inútil dar ordens para aquela gente, essa era a visão da dama.
Os espasmos que se seguiram foram violentos, o casal Sousa Andrade vomitava sangue. Gumercindo cai no chão atordoado, foi quando Kianda retorna à sala de forma lenta. Com um sorriso nos lábios e uma faca de prata em uma das mãos, ela se aproxima do dono da casa e abaixa para lhe falar aos ouvidos.
― Sabe coronel, eu estava esperando por isso faz tempo. Não vai mais me fazer visitar à noite!Vou ver você morrer bem devagar...
*Autor: Samuel da Costa é contista em Itajai SC

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