Publicado por Elizabeth Misciasci em 29/07/2010 21:50:00
Esta página esta aqui de forma Provisória, pois, será o Índice dos Nossos Boletins.
Estaremos acrescentando cada um dos boletins semanais, para registro e informações.
Boletim Escritores e Poetas Maravilhosos em Foco 20 de outubro de 2010
http://www.revistazap.org/poetasemfoco/poetas_maravilhosos_20_10_2010.php
http://www.revistazap.org/poetasemfoco/boletim_poetas_maravilhosos_outubro_2010.php
Boletim Escritores e Poetas Maravilhosos em Foco 10 de outubro de 2010
Boletim Escritores e Poetas Maravilhosos em Foco 07 de agosto de 2010
http://www.revistazap.org/poetasemfoco/poetas_escritores_emfoco.php
Boletim Poetas Maravilhosos em Foco Acesse o Link abaixo:
http://www.revistazap.org/poetasemfoco/poetas_maravilhosos_02agosto2010.php
A ESCOLHA DA PROFISSÃO
*Por Tom Coelho
Antigamente publicitário era aquele que tinha largado o curso de jornalismo. Hoje, publicitário é o cara que largou o curso de publicidade. (Eugênio Mohallem)
Uma análise do Censo de 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) feita pelo Observatório Universitário indicou a correlação entre a profissão exercida e o curso superior realizado pelos profissionais. Enquanto 70% dos dentistas, 75% dos médicos e 84% dos enfermeiros trabalham na mesma área em que se formaram apenas 10% dos economistas e biólogos e 1% dos geógrafos segue pelo mesmo caminho.
Exame atento de outras profissões ainda nos indicará que apenas um em cada quatro publicitários, um em cada três engenheiros e um em cada dois administradores faz carreira a partir do título que escolheu e perseguiu.
É evidente que faltam vagas no mercado de trabalho. O emprego formal acabou. Nas décadas de 1960 e 1970 o paradigma apontava como colocação dos sonhos um cargo no Banco do Brasil, na Petrobras ou em outra empresa pública. Nos anos de 1980 experimentamos o boom das multinacionais e empresas de consultoria e auditoria que recrutavam os universitários diretamente nos bancos escolares. Já na década de 1990 o domínio de um segundo idioma, da microinformática e a posse de um MBA eram garantia plena de uma posição de destaque. Contudo, nada disso se aplica hoje.
As grandes empresas têm diminuído o número de vagas disponíveis e são as pequenas companhias as provedoras do mercado de trabalho atual. Ainda assim, a oferta de trabalho é infinitamente inferiores à demanda-e, paradoxalmente, muitas posições deixam de ser preenchidas devido à baixa qualificação dos candidatos.
Assim como todos os produtos e serviços concorrem pela preferência do consumidor, os profissionais também disputam as mesmas oportunidades. Engenheiros que gerenciam empresas, administradores que coordenam departamentos jurídicos, advogados que fazem estudos de viabilidade, economistas que se tornam gourmets. Uma autêntica dança das cadeiras que leva à insegurança os jovens em fase pré-vestibular.
Há quem defenda a tese de que adolescentes são muito imaturos para optar por uma determinada carreira.
Isso me remete a reis e monarcas que com idade igual ou inferior ocupavam o trono de suas nações à frente de grandes responsabilidades, diante de uma expectativa de vida da ordem de apenas 30 anos...
O que falta aos nossos jovens é preparo. Um aparelhamento que deveria ser ministrado desde o ensino fundamental por meio de disciplinas e experiências alinhadas com a realidade, promovendo um aprendizado prazeroso e útil, despertando talentos e desenvolvendo competências. Um ensino capaz de inspirar e despertar vocações. Ensino possível, porém distante, graças à falta de infraestrutura das instituições, programas curriculares anacrônicos e, em especial, desqualificação dos professores.
Em vez disso, assistimos a estudantes com 17 anos de idade, 11 deles ou mais na escola, que às vésperas de ingressar no ensino superior sequer conseguem escolher entre psicologia e comunicação social, entre arquitetura e educação física, entre veterinária e direito.
A escola e a família devem propiciar ao aluno caminhos para o autoconhecimento e descoberta da própria personalidade e identidade. Fornecer informações qualificadas e estimular a reflexão, exercendo o mínimo de influência possível. Muitos são os que direcionam suas carreiras para atender às expectativas dos pais, aos apelos da mídia e da moda, à busca do status e do sucesso financeiro, em detrimento da autorrealização pessoal e profissional. E acabam por investir tempo e grandes somas de dinheiro numa formação que não trará retorno para si ou para a sociedade.
Orientação vocacional não se resume aos testes de aptidão e questionários. Envolve conhecer as diversas
profissões na teoria e na prática. Permitir aos estudantes visitarem ambientes de trabalho e ouvirem relatos
de profissionais sobre os objetivos, riscos, desafios e recompensas das diversas carreiras. Tomar contato
com acertos e erros, pessoas bem sucedidas e que fracassaram. Provocar o interesse e, depois, a paixão
por um ofício.
Precisamos voltar a perguntar aos nossos filhos: “O que você vai ser quando crescer?” A magia desta
indagação é que dentro dela residem os sonhos e a capacidade de vislumbrar o futuro. Aliás, talvez também
devamos colocar esta questão para nós mesmos, pais e educadores.
* Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em
15 países. É autor de “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional”, pela Editora
Saraiva, e coautor de outros quatro livros.
Contatos através do e-mail
tomcoelho@tomcoelho.com.br
Visite: www.tomcoelho.com.br e
www.setevidas.com.br
COISAS E TAL...
Por * Antonio Gonçalves
O caso envolvendo o goleiro Bruno Fernandes Souza, do Flamengo, e a jovem Eliza Samudio, de 25
anos, enseja a cada dia mais e mais teorias acerca do que pode ter acontecido com a jovem e também
qual o envolvimento do jogador com os supostos crimes.
De fato, o caso teve um período agudo com o depoimento de um parente, menor, do goleiro que afirmou
ter sido contratado pelo jogador para matar a jovem com o auxílio de Luiz Henrique Ferreira Romão,
conhecido como "Macarrão".
E a cada novo indício se desenvolve uma nova teoria acerca do caso: homicídio doloso, seqüestro,
cárcere privado, lesão corporal, ocultação de cadáver são apenas alguns dos crimes que diuturnamente são
atribuídos a Bruno e seus amigos e parentes.
De concreto, temos o indiciamento de Bruno e Luiz Henrique pelos crimes de seqüestro, cárcere privado
e lesão corporal e de outras pessoas ligadas ao caso, inclusive, a esposa do goleiro. A opinião pública já se
manifestou ferozmente com gritos de “assassino” contra o jogador e a confirmação de que o sangue no
carro do goleiro é mesmo de Eliza Samudio apenas corrobora para agravar ainda mais a opinião negativa.
No entanto, o que temos até o presente momento são uma série de achismos e teorias, porque, de
fato, enquanto o corpo não for encontrado ou não houver provas contundentes, sejam materiais ou
testemunhais que confirmem a morte de Eliza, a tese de homicídio não deve e não pode ser levada a cabo.
Esses ‘achismos’ passam, inclusive, pela modalidade de pedido de prisão: preventiva ou temporária? Os
requisitos para a preventiva são, de acordo com o artigo 311 do CPP: 1) garantia da ordem pública; 2)
garantia da ordem econômica; 3) por conveniência da instrução criminal; 4) para assegurar a aplicação da
lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria.
Já a prisão temporária, baseada na Lei n. 7960/89, prevê, de acordo, com o artigo 1, III, b: “quando
houver fundadas razões, de acordo com qualquer prova admitida na legislação penal, de autoria ou
participação do indiciado nos seguintes crimes: b) seqüestro ou cárcere privado (art. 148, caput, e seus §§
1° e 2°)”. Exatamente o estágio em que se encontra o goleiro e os demais, logo a prisão correta a ser
pedida pelo MP foi à temporária, em consonância com a justiça do Rio de Janeiro e em contrariu sensu a
justiça de Minas Gerais que decidiu pela expedição de prisão preventiva, o que deve ocorrer após os
trâmites no Rio de Janeiro serem concluídos, uma vez que o inquérito tramita em Minas.
Ademais, o que ainda não é possível é considerar Bruno culpado por assassinato, primeiro porque nem
processo ele ainda responde, uma vez que o inquérito policial ainda não foi concluído. Segundo porque em
momento algum se apurou se realmente ele foi o autor de um eventual delito, portanto, existem apenas
muitas especulações, porém, as certezas ainda estão um pouco distantes do momento presente.
É leviano elencar crimes e relacioná-los ao goleiro e seus amigos/parentes, contudo, a cada dia fica
mais claro que algo, de fato, ocorreu. Mas, se foi Bruno, “Macarrão” ou um terceiro ainda é muito
prematuro, como ainda falta se completar nesse quebra-cabeça, a função/importância da esposa do goleiro
que apareceu com o filho de Eliza logo na sequencia de seu desaparecimento.
De concreto, até o momento, num olhar jurídico de observador, temos uma possibilidade concreta de
que Bruno responda pelos crimes de seqüestro, cárcere privado e lesão corporal, e sua esposa Dayanne
Rodrigues do Carmo Souza provavelmente também responderá por crimes relacionados à criança, já que foi
vista em sua posse logo após o desaparecimento da jovem.
Os fatos e tipos penais serão mutantes até a conclusão do inquérito e tudo poderá ganhar novos
contornos se e quando o corpo da jovem for encontrado.
A verdade aparecerá, é apenas uma questão de tempo, pois com a diligência das provas, da polícia e
com os depoimentos as lacunas serão preenchidas.
Que se indiciem os culpados, mas não se faça uma caça às bruxas injustificada com uma cruzada pela
defesa do indiciamento por homicídio por conta e força da opinião pública ou dos achismos e outras coisas
presentes até então.
* Antonio Gonçalves é advogado criminalista, especialista em Criminologia
Internacional: ênfase em Novas armas contra o terrorismo pelo Istituto Superiore Internazionale di Scienze
Criminali, Siracusa (Itália); em Direito Penal Empresarial Europeu pela Universidade de Coimbra (Portugal);
membro da Association Internationale de Droit Pénal - AIDP. Pós-graduado em Direito Penal - Teoria dos
Delitos (Universidade de Salamanca - Espanha). Mestre em Filosofia do Direito e Doutorando pela PUC-SP.
Fundador da banca Antonio Gonçalves Advogados Associados, é autor, co-autor e coordenador de diversas
obras.
O Catarina, Eike Baptista, o Governo do Estado de SC e nós, estrangeiros, no Farol de Santa Marta.
Por *Raul Longo
Acabo de ser anonimamente esculhambado; pelo telefone.
Ainda não foi uma ameaça, mas do jeito que o sujeito estava irritado, não falta muito. Um dos reclamos,
afora os impropérios, foi:
-É por causa de burgueses estrangeiros que defendem essa ilha de merda como você, que esse estado é
tão atrasado!”
Cáspita! E eu que antes nunca imaginei que a Ilha pudesse vir a ser o troço em que a querem transformar!
Tampouco que Santa Catarina fosse um estado atrasado. Que se dirá me incluírem entre os traidores da
Revolução Francesa.
Pensei em falar que a culpa não é minha se os catarinenses sempre votam no cafetão errado pra
governador, mas achei melhor ficar quieto enquanto lembrava meu amigo Ito quando uma turba
ensandecida (e eleitora da Ângela Amin), o acusou de estrangeiro por reclamar, num domingo, de um trator derrubando as árvores da entrada do bosque da Ponta do Sambaqui. Área que pertence à Marinha, mas a arma de defesa nacional larga na mão da prefeitura. Não sei se a prefeitura é a dona do trator, mas Ângela era a prefeita.
Hoje Ângela é candidata ao governo, como o são todos os demais que defendem o estaleiro do Eike Batista.
Inclusive o que, sem querer, apontei no parágrafo anterior.
Essa boca ainda será meu túmulo!
Dane-se! Sei é que ouvi dizer que o Eike é baiano, como Daniel Dantas. Também já fui baiano antes do ACM virar moda e, ainda muito antes de virar fantasma à assombrar o Brasil inteiro. E estou na idade, ou na fase, em que a morte é lucro.
Além de que fui - e sou, porque o viver não se descarta -- baiano com muito orgulho e devoção expressa num livro a ser lançado no Rio de Janeiro. Também sou carioca.
Mas o Ito nasceu no alto da serra catarinense, em São Joaquim. Não entendi a qualificação de estrangeiro a ele. Me senti um ET e imprimi um poema do Facundo Cabral para distribuir pela vizinhança.
Cabral - cantor, compositor e poeta argentino. Não o descobridor do Brasil. – naqueles versos pede que
não o chamem de estrangeiro. Afinal – explica - nasceu entre as mesmas dores de parto que sentem todas
as mulheres do mundo.
Também tentei explicar ao anônimo do telefone as razões de minha veneração pela vida, pela Mulher e pela
natureza, mas não permitiu argumento. Vociferava me acusando de ser contra o estado e o progresso.
A coisa toda era muito engraçada, mas consegui me conter até que falou:
“– Se a OMX previu estes riscos ambientais todos no RIMA do estaleiro que vai montar em Biguaçu, é
porque tem competência e consciência para se responsabilizar pelo que aconteça. E se não tiver, as
instituições e o governo de Santa Catarina dão conta do recado.”
Aí eu ri. Confesso que ri.
O sujeito ficou ainda mais nervoso e bateu o telefone na minha cara. Nem me deu tempo de explicar porque
estava rindo.
E o chato é que não estava rindo dele. Pior ainda, é que nem sei quem é e não tenho seu endereço para
explicar porque ri. Mas posso imaginar que é um da lista de meus correspondentes, ou um de meus
correspondentes lhe repassou algum texto que escrevi a respeito do assunto que, a cada dia mais, está
nos encabulando com nossos candidatos ao governo do estado e até com reflexos às proposituras à
presidência.
Como quero explicar a esse anônimo que não ri de seu anonimato nem de sua pessoa, venho a todos pedir
que divulguem os ingentes cuidados de nosso governo de estado com o estado e as coisas públicas de
Santa Catarina, através dessa matéria do meu amigo Celso Martins:
Querem acabar com o Farol de Santa Marta
WILHAMS BIGÚ: MORALIDADE À FRENTE DO SINDIPOL...
Por * Pettersen Filho
Marinheiro, quase, de Primeira Viagem, Wilhams Bigú, há cerca de um ano à frente do
Sindipol – Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Espírito Santo, entidade única, que deveria estar
representando a Categoria Policial Civil no Estado, infelizmente, realidade que não é possível obter, graças
a esforços do próprio Patrão/Estado, a fim de ver o Movimento Paredista fragmentado e sem forças, com
fito de manter seu domínio, e vigência, em detrimento do Trabalhador, como de regra, Estratégia que se
aplica nas guerras e genocídios no Mundo, desde a Velha China, realidade que já se deparou, com ela,
infelizmente, ao assumir a Direção do Sindicato, contudo, pelo que se viu na Assembléia Geral da Categoria,
nessa ultima Terça-feira, 13/07, veio trazendo uma nova mentalidade ao Movimento Sindical.
Convocada para deliberar assuntos de interesse da Classe, em especial a
Reativação/Eleição de “Nova Diretoria” na APCES – Associação da Policia Civil do Espírito Santo, uma
espécie anômala de “Sindicato Placebo”, criado no auge das greves realizadas nas gestões passadas, dos
Governos José Inácio e Paulo Hartung, como manobra, ultima, para assumir as responsabilidades civis, ônus,
multas e determinações judiciais, sempre mais favoráveis ao Estado, em detrimento da Categoria Policial,
desmunida de Patrimônio próprio, maior, o que não é o caso do Sindicato, mantida na berlinda, por isso
mesmo, como mera válvula de escape, legítima, a qualquer Movimento, quando na luta contra o Poder
Econômico e Político do Estado, mais favorável ao Patrão, Wilhams Bigú, também, preocupado com as defecções no Movimento, que não interessa ao Servidor Policial, a fim de manter vigente a
Representatividade, e a Unicidade Sindical, qual seja, um só organismo de representação por Base
Territorial, Estado, conforme dispõe a Carta Magna e a Legislação Trabalhista, eis que, concluiu que o ressucitamento; da tal APCES, a fora os moldes que justificaram a sua criação, parece-nos uma vaidade perigosa e temerária de alguns policiais, insatisfeitos com a alternância de Poder.
Presentes na Assembléia o atual Presidente da Assinpol; Associação dos Investigadores
de Polícia Civil, Junior Fialho, quem acumula as funções de, também, Presidente do Sindicato dos Investigadores de Polícia Civil, além de Presidente da tal APCES, numa superveniência de atribuições e onipresença somente possível ao Supremo Criador, quem não o é, indicando que ser líder Sindical pode ser
um Bom Negóciofortemente escoltado por sua Tropa de Choque, alguns diretores colocados a sua
disposição, de cada uma dessas entidades, sobrecarregando os Policiais no Exercício da Função e as Finanças do Estado, somados a Ilustre Presença do Deputado Estadual pelo PDT, Euclério Sampaio, Wilhams defendeu a tese da extinção, ou esvaziamento da APCES, sustentando a sua inconveniência, e súbita ilegalidade.
Após exibir a Ata de Assembléia em que os Mandatos da atual Diretoria foram estendidos
por quatro anos, em que consta, até, a assinatura de pelo menos 57 Políciais Militares, não afetos a Polícia
Civil, como escrutínio que legitimou a Alteração do Estatuto, segundo o extraído de Documentos do Cartório
Sarlo, em que figura, até, supostamente aposta, a assinatura do Deputado Estadual Da Vitória,
demonstrando o quanto o crivo da Assembléia Legislativa, Órgão de Controle do Poder Executivo Estadual,
portanto, do Governador/Patrão, interessa aos Detentores do Poder, sob forma de mordaça, Wilhams Bigú
pugnou pela extinção da APCES.
Sustentando, ensandecidamente, por seu turno, a mantença da Associação, que
cumulativamente Preside como instrumento hábil a obter Concessões/Projetos junto a Assembléia, como é
pratica comum das ONG`s, e Políticos Mandrakes, no Brasil, o que faz da conduta uma farra,
aparentemente, a fim de desviar verbas públicas, o Sr. Junior Fialho, quem terá um Recurso de Apelação
Criminal, seu, em que consta como Querelante, Julgado na Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça
do Estado do Espírito Santo, previsto para essa Quarta-feira, as 09:00 hs, onde recorre da Absolvição do
Jornal Grito Cidadão, na pessoa de Pettersen Filho, por Denúncias de Desvio de Verbas a frente da Assinpol,
manteve-se irredutível, quanto as Eleições, previstas para a mesma data.
Encerrada sem deliberação pacifica, e definitiva, quanto ao tema, tudo indica que, para
deleite e estorvo do Patrão/Estado, a questão somente será dirimida pela Justiça Estadual, quiçá, pela
Delegacia de Defraudações.
Contudo, parabéns, Wilhams Bigú, pela visão estratégica, determinação e pertinácia!
* Autor: Pettersen Filho
O PROFESSOR HIPERATIVO
Por Paulo Ghiraldelli Jr.
Minha colega de trabalho e amiga, professora Célia Tranto, carrega um volume de trabalho que, segundo diz, a tira da possibilidade de ler o que deseja. Ela não é exceção. Em geral, o professor universitário, na universidade pública, apesar de ter suas horas de aula fixadas de modo razoável e seu tempo de pesquisa satisfatoriamente cedido, diz que está assoberbado de trabalho. Acredito que os professores universitários realmente estão sob pressão, mas temo que estejam enganados ao acreditarem que essa realidade é imutável ou que se trata de uma realidade alheia ao que podem decidir.
A maior parte dos professores, para explicar esse seqüestro levado adiante pelo trabalho, repete um discurso que é arrumado demais, que os satisfaz, mas que vejo como uma justificativa não tão boa quanto lhes parece. Falam sempre em globalização, educação como mercadoriaprodutividade e, alguns, enchem a boca ao usar o termo neoliberalismo essa palavra que tanto a esquerda quanto a direita adora, nem sempre sabendo do que se trata. Não sei bem se essas palavras que viraram corriqueiras no mexe-mexe da bochecha de professores e que, agora, já aparecem nas provas de alunos, são realmente
levadas a sério pelos que as pronunciam. Muitas vezes, chego a pensar que elas já estão sendo ditas
mecanicamente. Pois, se cada professor que se diz assoberbado de atividades refletisse sobre o que faz na
universidade, veria que as demandas que assume não são tão obrigatórias quanto ele mesmo afirma que
são. Uma boa parte do que fazem é assumida por deliberação livre e, não raro – e isso é que é o problema
– em detrimento do cuidado que poderiam ter com os alunos da graduação.
É claro que um professor que está em formação, fazendo o seu mestrado ou doutorado, ou mesmo um
jovem doutor, tende a se envolver em muitas atividades. Mas, numa boa parte das universidades públicas,
há um contingente de professores já com doutorado, ou mesmo professores livres-docentes e titulares, ou
seja, veteranos que, enfim, poderiam estar em maior convivência com os estudantes do que realmente
estão. Não digo em sala de aula ou bancas. Digo no convívio mesmo, na troca efetiva de experiências. No entanto, assumem atividades administrativas variadas ou então se envolvem em projetos nem sempre tão úteis a eles mesmos ou à cultura quanto imaginam ou tentam justificar para si mesmos. A cultura da agitação se sobrepõe à cultura da produtividade”, embora a responsabilidade pela falta de tempo seja jogada nas costas da segunda, é claro.
Ninguém tem tempo. Todos estão muito ocupados. Há congressos, viagens internacionais e nacionais, aulas de pós-graduação sabe-se lá onde e, enfim, todo tipo de reunião e cargos e comissões. Quanto mais coisa
aparece, mais coisas assumem. Quando não aparece, inventam. Dizem que “não houve como dizer não.
Será que eles realmente acreditam que não podiam dizer não ou eles não responderam com a negativa com medo de serem esquecidos quando a oferta for compensadora? Ou eles simplesmente não disseram não porque o que lhes foi oferecido, apesar de não ser bom, lhes dá status que, pensam eles, irá abrir porta para mais status?
Tudo isso tem um preço. Quem paga mais são os alunos da graduação. Esses alunos são vistos como incômodo e, para que não perturbem os seus professores por meio de possíveis “pensamentos livres, são
abarrotados de trabalhos “para entregar”. Isso coloca tais garotos impedidos da vivência universitária e até
mesmo sem o tempo necessário para o estudo. Ao final de quatro anos, os professores estão esgotados, os
alunos mal formados. A dita falta de tempo fez tudo correr a favor da “pedagogia bancária”, obedecida até
mesmo pelos freireanos de carteirinha ou, talvez, muito mais por eles!
Quando colocados diante do prejuízo causado por essa situação toda, dizem os professores que caso não
cumpram tudo “segundo esse figurino” não conseguirão a “promoção funcionaltão necessária para o sustento de seus rebentos mesmos quando estes já são homens feitos e mulheres bem colocadas profissionalmente. Será?
Não estou dizendo que os professores se engajam em uma vida marionetada exclusivamente por culpa própria. Concedo à política educacional do Brasil atual, para o ensino superior, a responsabilidade que ela tem. Sei, por exemplo, que Fernando Haddad está errado ao dar bolsa para professores para que eles cuidem da educação continuada para professores da rede escolar de ensino básico; falei isso pessoalmente a ele. O correto seria ampliar as licenciaturas, fazer o ensino público superior de qualidade crescer (e não o PROUNI) e, então formar bons professores. Para manter esses professores, então bem formados, no ensino básico, o que é necessário é um aumento salarial digno. Todo governo que entra não pensa no médio prazo, então joga a universidade na tarefa de reformar os já formados. É claro que uma política assim que é uma constante em nosso país tira o tempo do professor universitário. Há uma série
de outras coisas desse tipo que tira o tempo do professor universitário. Mas, caso sejamos sinceros conosco mesmo, isso não é o determinante de nossa “falta de tempo.
Nossa falta de tempo ainda é resultado, ao menos no ensino superior público, de escolhas e decisões que nós tomamos. São antes decisões nossas que coisas que nos caem na cabeça. Nós damos valor a cargos.
Damos valor a títulos e elogios que nos parecem canalizados a tais cargos. Procuramos nos fazer notar por quem manda ou parece que manda e, ao fim, acabamos apenas deixando que o “seqüestro” ocorra.
Sentimos que se não estamos em um programa de pós-graduação, ficando apenas na graduação, não
temos prestígio. Chegamos a justificar nossa entrada em programas de pós através de frases um tanto infantis como se não estou na pós não consigo financiamento para o meu projeto”. Ora, mas qual é o seu projeto? Que adianta projeto se o aluno da graduação está tendo uma aula aligeirada e se você não pode estar presente no meio dos alunos, para criar a cultura da troca de experiência?
Universidade sem vivência universitária não é universidade, é mais um cursinho a distância. Ora, mas já não
está tudo se transformando em curso a distância? Essa é a idéia geral: tirar as pessoas da condição de poderem viver e trocar experiências. O seqüestro promovido pela falta de tempo faz parte de um seqüestro maior, que é o roubo da alma por meio do isolamento do corpo, um destino posto já há algum tempo pelo projeto da modernidade. O professor universitário, todos os dias, cede a isso e, irresponsavelmente, diz que é assim mesmo”. É a globalização a mercadorização e... (ah, minha sina!) o neoliberalismo. Como o professor universitário gosta desse discurso pseudo-político que lhe tira a responsabilidade!
Cedemos à cultura da pressa” e, logo em seguida, culpamos acultura da produtividade.Não somos tão produtivos assim isso pode bem ser notado se olharmos o que nossos alunos de graduação, ao final de quatro anos, sabem fazer.
Ouve um tempo que havia uma doença que era a da criança hiperativa”, com dificuldade de aprendizado.
Essa doença raramente ataca, agora, as crianças.
*Nota©2010 Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo, escritor e professor da UFRRJ
ÊITA MUNDO VELHO DE BOM!
Por * Eddyr o Guerreiro
Há situações que são fáceis outras difíceis. Um homem um jovem senhor fez uso de uma fala que no
meu íntimo contesto. Um advogado dizer-me que aos quarenta e nove anos está velho. Velho! Piada. Se eu
disser que não entendi, vou mentir pra meus cabelos, na maioria já brancos se concordar com tal situação.
- Quarenta e nove ou quatro ponto nove, o que dizer diante tal afirmação? Como sempre coloco velho é o
mundo. Nós apenas passamos por ele. É claro que ao bater uma música de época, eu até vejo o filme de
minha vida passar. Bate certa saudade... Lembranças voam... Mas não sou velho, velho é mundo. Fico um
tanto perdido quanto ao ouvir de um jovem senhor, cinco anos mais novo do que eu, um algo que não
condiz com tal situação. Dizia-me ele que se arrependera de muitas coisas que fez! ... Ah! Que droga de
vida é essa! ... Aí, me pergunto: de que vida fala ele, se só temos uma?
Matutando dentro de meu silencio ouvindo uma música de época com The Fivers, Cândida,
procurando motivos e razões para tanta choradeira, para tanta tristeza por parte do fulano e acabo
concluindo que sou culpado. Não por ele pensar assim, mas por eu chegar à conclusão que só devo me
arrepender do que não fiz assim como as bocas de lindas mulheres que deixei de beijar... Das tantas
mulheres que deixei de me deitar... Da viagem que pensei em fazer, mas que tive medo de fazê-la por ter
que embarcar num avião que morro de medo... da porrada que deixei de dar no safado que roubou-me uma
namorada porque o mesmo tinha uma moto, arrependimento sim, das coisas que não fiz, mas por outro
lado, nunca me arrependi do tudo que fiz e venho fazendo até os dias de hoje. É por isso que sou culpado
de minha culpa de ficar prestando atenção na conversa de outrem escutando essas coisas horrorosas.
Velho é o mundo e quem se sente velho mais velho ficará. Eu sou apenas a continuação que continua
seguindo em frente sem medo de ser feliz. O pior ainda é quando ouço do mesmo moço, que estando
ouvindo a mesma música do que eu exclama com toda sua sabedoria de advogado: nessa época eu era feliz
e não sabia. Ah, que chato! Estou quase sempre ouvindo de “cascudos” que nem eu, essa mesma fala. Eu
hein! Mesmo com todos os percalços da vida, na minha infância e juventude aborrescênte, eu era feliz e
sabia muito bem que era feliz muito feliz como sou até hoje e o resto é balela. Xô! Nem sei o que pensar,
quando mundo eu me tornar. Velho! Hum! Vou me tornar sim, mas quero continuar moleque, traquina e bem
safadinho. Êita mundo bom que estou nele passando, só não podem é passarem em mim. Vixi!
**Autor Eddyr o Guerreiro
[magenta]Gente da Música,[/magenta]
Encaminhamos-lhes transcrição referente à maneira simples e gratuita de apoiar a preservação da
Memória de Artur da Távola, cuja continuidade se propõe que siga, nos mesmos moldes, com a mesma
Equipe.
Atenciosamente,
Equipe "Artur da Távola" das.culturas@terra.com.br
Assunto: Sugestão apresentada em nível de Governo do Rio de Janeiro:
Obra Cultural de Artur da Távola: assumir governalmente e/ou com a iniciativa privada.
Reativar a preservação da Obra Cultural de Artur da Távola por meio da Casa de Cultura Artur da Távola
(música erudita, edificação física, acervo musical, livros inéditos e reeditados) prestigiando seus Diretores
escolhidos pelo ex-Senador, e pela Internet da Revista Eletrônica Távola&Gente da Música a ser
enriquecida por nova e bem diversificada programação erudita de vários estados brasileiros.
É óbvio que, no âmbito da sugestão, está implícito a volta ao ar do Portal eletrônico Casa de Cultura Artur
da Távola, demandada por centenas de milhares de apreciadores da Obra Cultural de Artur da Távola.
Convidamos-lhes a prestigiar, votando (mesmo anonimamente) a favor dessa sugestão no "link" livre de
vírus informático abaixo, e sugerimos que reencaminhem esta notícia a seus amigos.
http://propostas.cesarmaia.com.br/forums/37809-vote-participe-e-escreva-a-sua-proposta
Caso, ao invés de clicarem direto no link, preferirem, por qualquer razão, redigitá-lo, observe por obséquio
que a palavra "fóruns" nele contida, nessa formatação é com "m" e não com "n"
Ao abrir-se o "link" será necessário procurar onde está a sugestão, em meio às outras, porque a posição
varia conforme os votos vão chegando. No momento já havia chegado à primeira página, e estava na 2ª
posição (cada página contém 20 sugestões). Em poucos dias passou da 7ª para a 1ª página.
Note bem, por favor: de cada computador podem ser recebidos até três votos direcionados a esta
sugestão, sendo que os três votos podem ser mandados de uma só vez. Ou seja, cada internauta pode
votar por si próprio/a e por dois Amigos ou Amigas, que porventura, por exemplo, não tenham computador,
mas apreciem a Obra Cultural de Artur da Távola, ou estejam viajando, ou se encontrem enfermos, etc.
Observe que ao clicar, ao lado da sugestão, em "VOTE", aparecerão os números "0" “0”, "1" “1”, "2", "3",
bastando então clicar no "3" e assim os três votos serão computados.
Vale lembrar: CESAR MAIA foi grande amigo de Artur da Távola durante toda
sua vida e defensor de sua Obra Cultural.
Poucos anos antes de ir para o Reino dos Esplendores, durante vários meses em que se licenciou do Senado
Federal, ARTUR DA TÁVOLA foi Secretário Municipal das Culturas do Rio de Janeiro, durante o mandato de
CESAR MAIA como PREFEITO.
Ambos trabalharam em estreito e fraterno contato profissional.
Muito Obrigado,
Equipe Artur da Távola
EXAMES (Colaborando com sua saúde)
Por:*Antonio Augusto Bandeira
Quem operou o coração, deve fazer exames de seis em seis meses.
Quem já fez 22 anos (para vocês eu digo- tenho trinta e sete),
Deve tomar alguns cuidados.
Não é dos melhores programas.
Médicos, ecografias, tirar sangue, urina, esperar os resultados.
Voltasse ao colégio.
Existe sempre o risco da reprovação. Mas exame é exame e deve ser feito.
Queremos passar.
Se não der, uma segunda época.
Ainda existe?
O tempo corre.
Nós ficamos quedados na esperança.
Afinal eu morei na Rua Esperança 906, bairro Caminho do Meio, quando usava calças curtas.
Hoje a rua se chama Miguel Tostes.
Mas, digo dentro do meu coração, que possui um pedacinho de vaca, que chamo carinhosamente de
Mimosa, a esperança ainda ficou.
E no escuro das recordações está sempre brilhando.
Autor:*Antonio Augusto Bandeira
CONSELHOS
Por *Bruna Matos
Subiu até o cristo redentor, ajoelhou-se diante da estátua e conversou horas com ela, discutiram,
divergiram, porque o crucificado se negava a pedir perdão, sentou-se ao lado dele, recomendou que
abaixasse os braços, poderia causar problemas na coluna aquela posição, falou também que usasse uns
óculos escuros, boné, e filtro solar pela exposição ao sol... Pilhérias... Resolveu descer, como aqueles
bondes a enjoavam, achou melhor pular... Lá embaixo um incauto perguntou ao cadáver: - Caiu? - não, estava tentando voar.
Autora *Bruna Matos
-Vamos saber entender o que sempre nos "diz" nosso querido Amigão?
Ósculos e amplexos. {Marcial Salaverry}

Cordel
O CASO ELIZA SAMUDIO E O MACHISMO TOTAL
Por:* Salete Maria
O caso Eliza Samudio
Que tem chocado o Brasil
Emerge como prelúdio
De um grande desafio:
Exortar nossa Justiça
Pra deixar de ser omissa
Ante o machismo tão vil!
Trata-se de um momento
De grande reflexão
Pois não basta só lamento
Ou alguma oração
É hora de provocar
Propondo um outro olhar
Sobre processo e ação
Saiu na televisão
Rádio, internet e jornal
Notícia em primeira mão
Toda manchete é igual:
Ex-amante de goleiro
(Aquele cheio de dinheiro!)
Sumiu sem deixar sinal
Muita especulação
- discurso de autoridade-
Uns dizem que é armação
Outros dizem que é verdade
Polícia e delegacia
Justiça e promotoria:
Fogueira de vaidades!
Mei-mundo de advogados
Investigação global
Cada um no seu quadrado
Falando em todo canal
Subjacente a tudo
Um peixe muito graúdo:
Androcentrismo total!
A mídia fala em Bruno
Eliza e gravidez
Flamengo, orgia e fumo
-esta é a bola da vez!-
Tem muito especialista
Em busca de alguma pista
Pra ser o herói do mês
E a história se repetindo
Mudando apenas o nome
Outra mulher sucumbindo
Sob ameaça dum homem
Uma vida abreviada
Cuja morte anunciada
A estatística consome
Assim é a violência
Lançada sobre a mulher
Ela pede providência
E cara faz o que quer
Mas a Justiça, que é lerda,
Machista, fazendo merda
Vem com papo de mané
E oito meses depois
Da "denúncia" inicial
Que é o feijão com arroz
Do distinto tribunal
Nadica de nada existe
Mas autoridade insiste
Que isto, sim, é normal:
A culpa é do Instituto
Que não mandou o exame?
- isto soa como insulto
E daqueles mais infame-
Não era caso de urgência?
-tenha santa paciência!-
Para que serve um ditame?
A moça buscou amparo
Na Justiça do país
Agiu correto, é claro
E esperou do juiz
O tal reconhecimento
Sobre o pai do seu rebento
Tendo a vida por um triz
Também fez comunicado
Ao campo policial
Dizendo que o namorado
Praticou crimes e tal
Buscou as vias legais
Enfrentou feras reais
Terá sido este o seu mal?
Mesmo com a delegacia
Dita especializada
E com toda a apologia
De uma Lei avançada
Faltou ter a ruptura
Com aquela velha cultura
De que a mulher é culpada
E o cumprimento legal
No caso, muito importante
Seria mais um arsenal
Para enfrentar o gigante
Mudar a mentalidade
De nossas autoridades
É fator preponderante
E para que isto ocorra
Entre outra alternativa
Antes que mais uma morra
E o caso fique à deriva
É preciso compreender
Que Justiça é pra fazer
Enquanto a mulher ta viva!
Sei que nada justifica
Que haja tanta demora
E enquanto o caso complica
A vítima já foi embora
Sem medida protetiva!
Sequer prisão preventiva!
Quanta inoperância aflora!
Se o exame era necessário
À elucidação do crime
O Estado-perdulário
Neste campo fez regime
Ficando no empurra-empurra
No velho: ""mulher é burra,
E joga no outro time?
Todo crime tem problemas
De toda diversidade
Assim como há esquemas
Também há dificuldades
Mas pra mim é evidente
Que o machismo presente
Premia a impunidade
Machismo compartilhado
Por gente de toda cor
Do goleiro ao empregado
Do primo ao executor
Autoridades também
Implicitamente têm
Um machismo inspirador
Cada doutor se expressa
Centrado no garanhão
É o mote da conversa:
Fama, grana e traição
Ao se referir a ela
Falam da menina bela
Que fez filme de tesão
Falta a compreensão
Da questão relacional
Gênero, classe, profissão
Cor e status social
O processo é narrativa
Que emerge da saliva
Falocêntrica-legal
E ainda que alguns digam
Oh, Eliza, coitadinha?
E suas doutrinas sigam
Desvendando pegadinhas
A escola dogmática
Do direito-matemática
Perpetua ladainhas
Processo judicial
Só serve para punir?
Havia tanto sinal...
Não dava pra prevenir?
E a tal ação civil?
Alimentos deferiu?
Para o bebê consumir?
É um momento de dor
Para a família dos dois
O caso é multifator
Não basta dar nome aos bois
A lógica policial
Cartesiana e formal
Festeja tudo depois
Por isso se faz urgente
Conjugar gênero e direito
Pois um trabalho decente
Que surta algum efeito
Não se limita a julgar
Mas também a estudar
O cerne do preconceito
Homens que matam mulheres
Em relações de poder
Isto tem se dado em série
Mas é preciso entender
Que subjaz ao evento
Um histórico comportamento
Que vai construindo o ser
A nossa sociedade
Apesar da evolução
Reproduz iniquidade
E também muita opressão
Homem que bate em mulher
- E ninguém mete a colher? -
Sempre foi uma "lição"
Aprendida por goleiros
Delegados, professores
Motoristas, marceneiros
Pedreiros e promotores
Garçons e malabaristas
Médicos e taxistas
Juízes e adestradores
Por isto em nossos dias
De conquistas sociais
De novas filosofias
Direitos especiais
Não podemos aceitar
Justiça só pra apurar
Crimes tão excepcionais
Que a Justiça também
Sirva para (se) educar
Chega deste nhém-nhém-nhém
Deste eterno blá-blá-blá
A Lei Maria da Penha
Existe pra que não tenha
Tanta morte a lamentar!
Autora*Salete Maria
www.cordelirando.blogspot.com
OVO
Por * Giane Pereira Soares
Havia um ovo
Nada havia ao redor
-um ovo jazendo frio.
Eu via um campo
Coberto de cinza
Veludo macio.
Via um domo escuro
Pelas frestas fugidias,
Entre polpudas nuvens
De creme e ouro.
Rasgando o céu
Vermelho risco
Calor uterino envolveu o ovo.
Aspirada à chama
De finos riscos
A gema mole
Em geleia rósea
Encorpou um tanto.
Rompendo a pele
Espalhou a forma
Diluiu o cálice.
Descargas elétricas aterradoras
Extemporâneas.
Verdes faíscas frias
Povoam o mudado meio
Onde minúsculas polpas brotam carmim
Salpicando o veludo fértil.
Amadurecem e flutuando saem
A girar.
Oscilam calmas.
As verdes fagulhas capturadas,
A encarnada polpa assimilando-as,
Bolas perfeitas no céu girando,
E descem em ovos, se acomodando,
A calma antiga vai retornando.
O caminho aberto, a chama viva
Não há o tempo e o tempo existe.
Clareia um longo primeiro dia
Dos ovos pulsando
A borbulhar descascam gônadas.
Descargas novas e balé das chispas.
Perfeitamente sincronizado
Escuro e claro calor e frio.
Azula o céu.
Germinando a flora, a fauna vem.
Labaredas brotam e fontes
Surgem.
Água doce em abundância tal
Oceanos, areia e sal.
O veludo agora é massa densa e
Em baixo dela, duro calcário.
Endurece o solo e o
Movimento
Vai se rebuscando.
A vida segue o fluxo.
-Hoje bem cedinho fui até a horta, o sol aparecia envergonhado entre nuvens, o sereno estava sobre tudo.
As flores azuis nas ervilhas, o cheiro de terra fresca me puseram em tal estado de satisfação com minha
vida que o que quer que acontecesse durante o dia não me chatearia.
Chamei Camille e mostrei a ela a beleza,
Pegou um grão de uma vagem e colocou na boca.
Sorriu e entramos felizes para tomar café e encontrar
O livro sobre a origem e a evolução das espécies do Darwin.
*Autora: Giane Pereira Soares em 20-11-2009
http://gianepereirasoares.blogspot.com/
O MISTÉRIO DO SANS SOUCI
Por ** Rolando Revagliatti
Convocatória pra mães viciadas
E viciados alemães
Roncos em Morse
E dois ou três ou quatro pensionários
Inexoravelmente suspeitosos
Quinta
Coluna
¿Que quais coisas, Deborah, não podem
Passar aos anos de Tuppence?
ELUCIDÁRIO
Por ** Rolando Revagliatti
Encoberto
(o sol parceiro no cume da gargalhada)
Ofegados os desagradecidos
E os agradecidos com as suas pátinas nas paisagens
Para mim
O autoritarismo da volúpia
Incumbe-me sempre.
TRAVESSIAS
Por ** Rolando Revagliatti
Na República Argentina os náufragos regressam às suas consistências
(lembranças, vãos)
Na República Argentina um túnel conduz ao amanhecer
E na partida
Aos sopros de certeza amiudando nas intersecções
(e nos confins).
O MÉDICO DO LAR
Por ** Rolando Revagliatti
Leilo aparecidos
Injectados de telequinesia fraterna
Senhores interesados
Também em rododendros
E vacas ininfluenciáveis a podar.
O OSSO DO OLHO
Por ** Rolando Revagliatti
O matiz achou esconderijo através duma
Dramática de ramificações no olho
Não repousava para sempre
Catar ao pressentimento
Com os ossos.
*Nota: RA 7: Libros / Campal
**Poemas de Rolando Revagliatti traducidos al português por José Luis Campal
SOMOS ESPECIAIS
Por* Maria Regina Canhos Vicentin
“Porque és precioso a meus olhos, porque eu te aprecio e te amo, permuto reinos por ti, entrego nações
em troca de ti.” (Is 43, 4)
Talvez estejamos precisando entrar em contato com o grande amor de Deus por nós. Nem sempre nos
sentimos amados, e isso se dá, sobretudo, pela forma como as pessoas nos sentenciam, sem ao menos nos
conhecer amiúde, sem saber o que se passa em nosso coração. Somos julgados por nossa aparência, por
nosso linguajar, pela fé que professamos. O referencial é sempre de quem avalia e não o nosso. Podemos
estar sendo sinceros, mas se a pessoa que nos julga é cética, dificilmente acreditará em nossas palavras.
Quem não se ama, provavelmente desconfiará de quem lhe oferece amor. Quem desconhece a amizade,
duvida da transparência que existe num sorriso aberto e no aperto de mão firme. Sem desejar, alimentamos
a desconfiança do desconfiado. Somos rotulados, sem chance de defesa, pelo “achismo” da outra pessoa.
Essas reflexões me fazem lembrar uma estória, criada pelo escritor e pastor evangélico norte-americano
Max Lucado, na qual ele retrata a vida dos Xulingos, pequeno povo de madeira que costumava colar
adesivos uns nos outros em sinal de aprovação ou desaprovação. Assim, havia aqueles que possuíam
inúmeras estrelas douradas, enquanto outros possuíam dezenas de bolas cinzentas. O personagem principal
vivia triste em função da avaliação alheia, e da grande quantidade de adesivos cinzentos, até conhecer o
carpinteiro, responsável pela confecção dos Xulingos. O carpinteiro lhe explicou que não deveria se importar
com o julgamento dos outros, pois era ele quem o havia criado e lhe tinha estima. Era necessário ao
personagem confiar no amor que o carpinteiro tinha por ele.
Somos do mesmo jeito. Precisamos aprender a confiar no amor que Deus tem por nós para que possamos
deixar de lado a opinião dos outros. Nem sempre isso é fácil, mas é possível. O Criador nos fez exatamente
como gostaria que fôssemos. Nossa tarefa é simples: amar e servir, à semelhança do exemplo que Ele
mesmo nos deixou. Não importa que duvidem da nossa sinceridade. Não importa que nos diminuam, crendo
que não somos capazes. Temos talentos. A cada qual o seu lugar. Não existe maior ou menor. Todos são
necessários.
Acabo de lembrar outra estória, criada pelo escritor brasileiro Pedro Bandeira. Na narrativa, um pardal se
sentia diminuído perto de outros pássaros, vistoso e canoro. Voava sobre as árvores e se escondia
envergonhado, sem perceber que espalhava sementes pelo caminho. Na vida também é dessa forma.
Enquanto milhares de pássaros apenas cantam e se exibem, centenas de pardais semeiam. É bem verdade
que, aos olhos de muitos, os pardais são inexpressivos, assim como as pessoas de pouca cultura e
instrução. Mas, a linguagem do amor é universal e, tantas vezes, desproporcional, já que pequenas
sementes podem produzir grandes florestas. Não desista se alguém o diminuiu. Somos especiais. Creia
nisso, e o Senhor fará de você um grande semeador!
Por* Maria Regina Canhos Vicentin é escritora.
CONVITE E COMUNICADO
Por *Altair de Oliveira
Caríssimos,
Não deixem de ler a matéria "UM POUCO SOBRE MANOEL DE BARROS" em nossa coluna "Poesia Comovida"
desta semana no blog da revista Contemporartes, de SP.
No texto falamos um pouco sobre a trajetória deste grande poeta e apresentamos 4 de seus poemas, bem
como alguns depoimentos sobre ele:
http://revistacontemporartes.blogspot.com/2010/07/um-pouco-sobre-manoel-de-barros.html
Não perca! Todas as segundas-feiras! Um pouco de poesia como na vida! Comentários são bem-vindo, tá?
Uma nova bem gostosinha para todos vocês.
Grande Abraço, se cuidem!
*Altair de Oliveira
A DOR, O CARÁTER E A TVP
Por: *Maria Aparecida S. Fontana
Era uma vez uma alma que logo após ser criada, lá no começo da eternidade, resolveu nascer para a vida.
Achou um corpo, vestiu, e nasceu. Começou a confusão! Como um bebê, não sabia muita coisa a respeito
da vida e do mundo, mas tinha que sobreviver. Precisava tomar decisões, fazer escolhas, enfim, tinha que
caminhar e crescer. Os obstáculos foram aparecendo e ela, esta alma viajante, foi fazendo escolhas,
decidindo, sempre arrumando saídas para sobreviver. Por erros e acertos foi traçando um modo de ser.
Mas, ao longo da eternidade, as situações foram mudando. O que ela havia decidido ontem, já não fazia
mais sentido hoje, mas estava guardado em seu registro de memória sobrevivente que aquela era a saída
para determinada situação. Experimenta a mesma maneira de ser e não dá certo. Uma dor! Uma tentativa
errada! E agora, o que fazer? Mas parece que alguém já esperava esta confusão toda e deixou também
aparecer nesta história, uma personagem que poderia ajudar esta pobre alma perdida, a arrumar tudo isto.
A magia de voltar no tempo e poder lembrar onde, como e porque ela havia tomado aquela decisão de ser
daquele jeito. Por que agora aquilo parecia tão errado, se em outras situações ela já havia lançado mão
daquele recurso para sobreviver, e o que era pior, havia dado certo!?!
Que confusão!
Aquela viagem que parecia tão excitante estava se tornando um pesadelo. O que estava errado? Agora
havia dor, sofrimento, conflitos, em algum lugar havia sido cometido um erro. Onde? Como saber? Como
consertar? Quem poderia ajudá-la? Aí aparece o terapeuta de vida passada, através de uma volta no
tempo, uma regressão de memória ajuda esta alma em conflito a entender suas decisões erradas. Parece
que todo seu modo de ser hoje, foi decidido ontem. Um pequeno problema de tempo. Aquela decisão de ser
daquele jeito, parece então estar fora de tempo. O relógio da alma não está coincidindo com o relógio da
vida atual. Aquele ser não é, em essência, aquilo que parece estar sendo naquele momento. Ao perceber
isto, a alma pode continuar sua trajetória, provavelmente com grandes possibilidades de ser feliz nesta
jornada pela eternidade.
Para um terapeuta de vida passada, acostumado a trabalhar com este dueto, a dor e o caráter, é clara a
relação entre estes dois elementos. Quem determinou o que primeiro? A dor delineou um caráter
apresentado hoje ou o caráter apresentado não deu certo e determinou a dor de hoje? Parece que esta
questão, pode ser puramente filosófica. Mas o que realmente parece importante é poder ajudar a desfazer
os nós que atam erradamente este dueto e libertar esta alma da dor e do sofrimento que a estão impedindo
de ser feliz e corresponder à sua real essência criativa que parece ser uma coisa boa e saudável, criada
para viver de maneira correta e ser feliz.
O terapeuta de vida passada usa a dor para entender o caráter de hoje. Como se aquele sofrimento, aquele
comportamento, apresentado e externado agora, fosse um caminho de retorno a ser percorrido, de volta,
buscando a origem de determinadas decisões, tomadas no passado em algum lugar onde aquilo tivesse
acontecido pela primeira vez, e onde naquela situação temporal e histórica, vivida então. Como ser um
brutamonte, usar a clara e arrastar a mulher pelos cabelos fizesse sentido na idade da pedra, mas hoje, na
era do computador e da informática, não daria muito certo agir assim. O que parece estar errado é
continuar sendo assim hoje, quando o momento histórico já mudou e precisamos também mudar nosso jeito
de ser, precisamos mudar nossos padrões de comportamento. Então, a dor é conseqüência de uma maneira
de agir errada.
Que alívio! Posso mudar meu comportamento e continuar a trajetória como uma alma viajante, em busca da
felicidade. Que bom que alguém colocou ao meu lado, nesta viagem, outros personagens, curadores de
alma, que trazem com eles alguns segredos mágicos que podem transformar maus momentos em
ferramentas para crescimento e aprendizado!
Assim age um terapeuta de vida passada, ajudando um viajante do tempo a separar dentro de si a dor e o
caráter. Ajustando internamente o relógio desta alma com o relógio do tempo real vivido hoje.
Autora: *Maria Aparecida S. Fontana
Virtin Red Informativa
*Material enviado por Olvidio Rua
Em Virtin Red Informativa virtin@une.net.co
EL REINO MÁGICO DE GALEANO
Ver nota en www.pagina12.com.ar
Por *Eduardo Galeano
Pacho Maturana, colombiano, hombre de vasta experiencia en estas lides, dice que el fútbol es un reino mágico, donde todo puede ocurrir.
El Mundial reciente ha confirmado sus palabras: fue un Mundial insólito.
* Insólitos fueron los diez estadios donde se jugó, hermosos, inmensos, que costaron un dineral. No se sabe cómo hará Sudáfrica para mantener en actividad esos gigantes de cemento, multimillonario derroche fácil de explicar pero difícil de justificar en uno de los países más injustos del mundo.
* Insólita fue la pelota de Adidas, enjabonada, medio loca, que huía de las manos y desobedecía a los pies.
La tal Jabulani fue impuesta aunque a los jugadores no les gustaba ni un poquito. Desde su castillo de Zurich, los amos del fútbol imponen, no proponen. Tienen costumbre.
* Insólito fue que por fin la todopoderosa burocracia de la FIFA reconociera, al menos, al cabo de tantos años, que habría que estudiar la manera de ayudar a los árbitros en las jugadas decisivas. No es mucho, pero algo es algo. Ya era hora. Hasta estos sordos de voluntaria sordera tuvieron que escuchar los clamores desatados por los errores de algunos árbitros, que en el último partido llegaron a ser horrores.
¿Por qué tenemos que ver en las pantallas de televisión lo que los árbitros no vieron y quizá no pudieron ver? Clamores de sentido común: casi todos los deportes, el básquetbol, el tenis, el béisbol y hasta la esgrima y las carreras de autos, utilizan normalmente la tecnología moderna para salir de dudas. El fútbol,no. Los árbitros están autorizados a consultar una antigua invención llamada reloj, para medir la duración de los partidos y el tiempo a descontar, pero de ahí está prohibido pasar. Y la justificación oficial resultaría
cómica, si no fuera simplemente sospechosa: El error forma parte del juego, dicen, y nos dejan
boquiabiertos descubriendo que errare humanum est.
* Insólito fue que el primer Mundial africano en toda la historia del fútbol quedara sin países africanos,
incluyendo al anfitrión, en las primeras etapas. Sólo Ghana sobrevivió, hasta que su selección fue derrotada
por Uruguay en el partido más emocionante de todo el torneo.
* Insólito fue que la mayoría de las selecciones africanas mantuvieran viva su agilidad, pero perdieran
desparpajo y fantasía. Mucho corrieron, pero poco bailaron. Hay quienes creen que los directores técnicos
de las selecciones, casi todos europeos, contribuyeron a este enfriamiento. Si así fuera, flaco favor han
hecho a un fútbol que tanta alegría prometía. Africa sacrificó sus virtudes en nombre de la eficacia, y la
eficacia brilló por su ausencia.
* Insólito fue que algunos jugadores africanos pudieran lucirse, ellos sí, pero en las selecciones europeas.
Cuando Ghana jugó contra Alemania, se enfrentaron dos hermanos negros, los hermanos Boateng: uno
llevaba la camiseta de Ghana, y el otro la camiseta de Alemania.
De los jugadores de la selección de Ghana, ninguno jugaba en el campeonato local de Ghana.
De los jugadores de la selección de Alemania, todos jugaban en el campeonato local de Alemania.
Como América latina, Africa exporta mano de obra y pie de obra.
* Insólita fue la mejor atajada del torneo. No fue obra de un golero, sino de un goleador. El atacante
uruguayo Luis Suárez detuvo con las dos manos, en la línea del gol, una pelota que hubiera dejado a su
país fuera de la Copa. Y gracias a ese acto de patriótica locura, él fue expulsado pero Uruguay no.
* Insólito fue el viaje de Uruguay, desde los abajos hasta los arribas. Nuestro país, que había entrado al
Mundial en el último lugar, a duras penas, tras una difícil clasificación, jugó dignamente, sin rendirse nunca,
y llegó a ser uno de los mejores. Algunos cardiólogos nos advirtieron, desde la prensa, que el exceso de
felicidad puede ser peligroso para la salud. Numerosos uruguayos, que parecíamos condenados a morir de
aburrimiento, celebramos ese riesgo, y las calles del país fueron una fiesta. Al fin y al cabo, el derecho a
festejar los méritos propios es siempre preferible al placer que algunos sienten por la desgracia ajena.
Terminamos ocupando el cuarto puesto, que no está tan mal para el único país que pudo evitar que este
Mundial terminara siendo nada más que una Eurocopa. Y no fue casual que Diego Forlán fuera elegido mejor
jugador del torneo.
* Insólito fue que el campeón y el vicecampeón del Mundial anterior volvieron a casa sin abrir las maletas.
En el año 2006, Italia y Francia se habían encontrado en el partido final. Ahora se encontraron en la puerta
de salida del aeropuerto. En Italia, se multiplicaron las voces críticas de un fútbol jugado para impedir que
el rival juegue. En Francia, el desastre provocó una crisis política y encendió las furias racistas, porque
habían sido negros casi todos los jugadores que cantaron “La Marsellesa” en Sudáfrica.
Otros favoritos, como Inglaterra, tampoco duraron mucho. Brasil y Argentina sufrieron crueles baños de
humildad. Medio siglo antes, la selección argentina había recibido una lluvia de monedas cuando regresó de
un Mundial desastroso, pero esta vez fue bienvenida por una abrazadora multitud que cree en cosas más
importantes que el éxito o el fracaso.
* Insólito fue que faltaran a la cita las superestrellas más anunciadas y más esperadas. Lionel Messi quiso
estar, hizo lo que pudo, y algo se vio. Y dicen que Cristiano Ronaldo estuvo, pero nadie lo vio: quizás
estaba demasiado ocupado en verse.
* Insólito fue que una nueva estrella, inesperada, surgiera de la profundidad de los mares y se elevara a lo
más alto del firmamento futbolero. Es un pulpo que vive en un acuario de Alemania, desde donde formula
sus profecías. Se llama Paul, pero bien podría llamarse Pulpodamus.
Antes de cada partido del Mundial, le daban a elegir entre los mejillones que llevaban las banderas de los
dos rivales. El comía los mejillones del vencedor, y no se equivocaba.
El oráculo octópodo influyó decisivamente sobre las apuestas, fue escuchado en el mundo entero con
religiosa reverencia, fue odiado y amado y hasta calumniado por algunos resentidos, como yo, que llegamos
a sospechar, sin pruebas, que el pulpo era un corrupto.
* Insólito fue que al fin del torneo se hiciera justicia, lo que no es frecuente en el fútbol ni en la vida.
España conquistó, por primera vez, el campeonato mundial de fútbol.
Casi un siglo esperando.
El pulpo lo había anunciado, y España desmintió mis sospechas: ganó en buena ley, fue el mejor equipo del
torneo, por obra y gracia de su fútbol solidario, uno para todos, todos para uno, y también por las
asombrosas habilidades de ese pequeño mago llamado Andrés Iniesta.
El prueba que a veces, en el reino mágico del fútbol, la justicia existe.
*Eduardo Galeano
Cuando el Mundial comenzó, en la puerta de mi casa colgué un cartel que decía Cerrado por fútbol.
Cuando lo descolgué, un mes después, yo ya había jugado sesenta y cuatro partidos, cerveza en mano, sin
moverme de mi sillón preferido.
Esa proeza me dejó frito, los músculos dolidos, la garganta rota; pero ya estoy sintiendo nostalgia.
Ya empiezo a extrañar la insoportable letanía de las vuvuzelas, la emoción de los goles no aptos para
cardíacos, la belleza de las mejores jugadas repetidas en cámara lenta. Y también la fiesta y el luto, porque
a veces el fútbol es una alegría que duele, y la música que celebra alguna victoria de ésas que hacen bailar
a los muertos, suena muy cerca del clamoroso silencio del estadio vacío, donde ha caído la noche y algún
vencido sigue sentado, solo, incapaz de moverse, en medio de las inmensas gradas sin nadie. - República
Argentina.
Estimados/as Compañeros/as de POETAP:
Por ** Olivier Herrera Marín
Amigos/as de la LIBERTAD de la PALABRA, de los SUEÑOS de AMOR y POESÍA:
A TODOS/AS un S.O.S. del grillo saltarín a los grillos y saltamontes, las libélulas, chicharras y moscas
cojoneras, a los linces, gorilas y urogallos, a las águilas, los pumas y colmillos blancos, a todos/as los/as
CIBERNAUTAS y ONG hijas de la TIERRA y solidarios/as que levantan la mirada y toman la palabra ante los escribientes y mayordomos del PODER: A vosotros/as que voláis libres por las ondas y cabalgáis los dragones de Pandora, los relámpagos y las olas del mar bravío. Os requiero con amor y os envió un S.O.S pidiendo vuestro apoyo en esta difícil lid de las letras entre el poeta grillo saltarín y los INTOCABLES de El
País. Que preciso -como el aire que respiro- de vuestra respuesta SOLIDARIA y DIFUSIÓN ACTIVA del CUENTO BREVE DEL GRILLO SALTARÍN, SEXO, FRESAS Y AMOR, CAPULLOS Y CUERVOS DEL PAÍS” a través
del TAM TAM de la RED y de los medios al alcance que tengáis y puedan tener todas las especies VIVAS y LUCIDAS que no han sido ni serán intoxicadas ni domadas, por todos los medios afines y dependientes del
Poder mediático de los cancerberos del Gran PODER, el Club Tenebroso de BILDERBERG.
Por ** Olivier Herrera Marín
También conocido por “El Grillo Saltarín” alias “Nube Roja”
Poetas de la Tierra y Amigos de la Poesía
PRESIDENTE
olivierherrera@poetasdelatierra.org
www.poetasdelatierra.org
Edição de Conteúdo por Elizabeth Misciasci
Da Redação Revista zaP!

"A verdadeira poesia é uma viagem ao desconhecido. É caos e criação. Vida e morte..."

Salmo de Natal de Itararé - Para Clarice Leite dos Santos, Minha Irmã... Por Silas Corrêa Leite

Solenidades da Academia de Letras do Brasil, ALB, pelo Professor Dr. Mário Carabajal, em...


A Jornalista e produtora cultural Diva Pavesi, atuante e prestigiada, trará surpresas para 2012...


O Brasil, deveria cuidar com mais carinho da educação dos brasileiros... {Walter Branco}




Os 7 hábitos das crianças felizes (The 7 Habits of Happy Kids)

Livro de Peter Buffett - A vida é o que você faz dela

Escritoras Sempre em Destaque na Rede!

Caso Abner Elias Taborda e Fernando Iskierski. Eles eram atletas, militares, tinham 19 anos e...


As células-tronco pluripotentes induzidas ainda estão sendo estudadas, mas...

O Estado brasileiro é uma lição cotidiana de violência e menosprezo em relação à vida...


- Penso que é bastante complicado quando acontece a perda da crença interna em ser mãe...

Ana, que só tocava Bolero de Ravel, ousou Chopin e retornou aos seus imperiosos...



Sendo um dos segmentos econômicos que mais crescem no Brasil, a franquia, com a abertura...

Podendo ser comprovada por cópias de e-mails, mensagens em sites e redes de relacionamentos...

Você troca segurança por desafio, o que pode significar que está renunciando desejos para...

A realização é algo que fascina principalmente porque nos transportamos e entendemos que não...

avidez hambrienta, sucumbe ante la imaginación pródiga e irreprimible para todo escritor...

Sem educação não há discernimento correcto e, não o havendo, qualquer ser humano assim...
