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Publicado por Elizabeth Misciasci em 26/12/2009 14:46:00

As incrí­veis histórias de Mariazinha e seu amigo Sol

Teatro Infantil

Foto: Divulgação
ESTREIA NO SESC PINHEIROS
AS INCRÍ­VEIS HISTÓRIAS DE MARIAZINHA E SEU AMIGO SOL

A PEÇA INFANTIL INSPIRADA NA MEMÓRIA DE PESSOAS COMUNS TEM COMO PROPOSTA VALORIZAR A NARRATIVA E A POESIA DE SITUAÇÕES QUE POR VEZES PARECEM NÃO TER IMPORTÂNCIA.

DIREÇÃO DE PAMELA DUNCAN, TEXTOS ORIGINAIS DIB CARNEIRO E REYNALDO PUEBLA

Cada manhã recebemos notícias de todo o mundo. E, no entanto, somos pobres em histórias surpreendentes. A razão é que os fatos já nos chegam acompanhados de explicações. Em outras palavras: quase nada do que acontece está a serviço da narrativa, e quase tudo está a serviço da informação.
Walter Benjamin do livro O narrador

Valorizar as histórias pessoais e as lembranças de infância, incentivar a ideia do diário enquanto guardião de uma memória, afirmar a importância e o prazer de ouvir histórias são alguns dos temas que As mil e uma histórias de Mariazinha e seu amigo Sol se propõe a tratar. A estreia acontece dia 10 de janeiro e segue em curta temporada até 28 de fevereiro, sempre aos domingos e feriados, Aniversário de São Paulo e Carnaval, às 15h no Auditório do SESC Pinheiros.

Neste espetáculo a personagem Mariazinha, uma clown contadora de histórias, compartilha algumas histórias de seu diário com a platéia. O Sol, acostumado a ouvi-la todas as manhãs pede à menina que conte uma das suas emocionantes lembranças de infância.
Para atender ao pedido do amigo Mariazinha abre seu diário, depositário das suas melhores recordações e faz reviver vários acontecimentos como a fabulosa chegada da sua avó em um navio, o dia em que o primeiro circo chegou a sua cidade e o depoimento sobre a importância de ter tempo para si mesmo, entre outros contos.

As histórias são extraídas de textos do escritor e crítico Dib Carneiro Neto do seu livro A Hortelã e a Folha de Uva, cujo tema aborda o amor entre netos e avós. O Minuto Fatal de Pamela Duncan traz a lembrança de um momento da infância da própria autora e fala sobre o tempo que precisamos dedicar a nós mesmos, além de A Incrível História de Janjon, texto escrito também por Pamela Duncan, a partir da história contadapor seu amigo Reynaldo Puebla, sobre o dia em que o circo passou pela primeira vez em sua cidade.

Foto: Divulgação



























A encenação pretende fazer dialogar linguagens e linhas estéticas diferentes criando para cada história uma atmosfera peculiar ligada às
características de cada narrativa. O grupo optou pela diversificação de linhas de trabalho, levando em consideração as necessidades de cada
cena, sendo assim, serão utilizadas: a linguagem de clown, o teatro físico, o teatro realista e a pantomima. Para cada cena uma trilha criada por
Raul Cordula Teixeira propõe climas, momentos e sentimentos diferentes. O cenário foi elaborado pelo premiado cenógrafo Ivaldo de Melo que também será o responsável pelos adereços do espetáculo.
Já a Boneca, que acompanha a protagonista, é uma criação da artista plástica Lala Martinez Corrêa. Colaborando com a proposta do diálogo de
linguagens, o artista Fabiano Moreira criou desenhos animados e cenários virtuais para os contos O minuto fatal e Porão. Neste último haverá, também, a inserção de trechos de filmes antigos, a fim de ambientar a encenação.

FICHA TÉCNICA

Direção, Textos e Figurino | Pamela Duncan
Assistência de Direção | Fernanda Cunha
Roteiro Final | Pamela Duncan
Correção Final | Marcos Catalão
Textos e Contos | Dib Carneiro Neto e Pamela Duncan
Atores | Fernanda Cunha (Mariazinha), Luiz
Albertoni (Domador - pirata clown), Vinício
França (Clown) , Sandra Storino (Clown)
Participação Especial | Lui Strassburger (Voz em Off)
Adereços e Bonecos | Ivaldo de Melo
Preparação de Clown | Reynaldo Puebla
Design de Luz | Juarez Adriano
Boneca | Lala Martinez Corrêa
Trilha Sonora | Raul Cordula
Vídeo | Fabiano Moreira
Fotos | Jefferson Pancieri
Multimídia | Fabiano Moreira
Produção | A Peste, Cia. Urbana de Teatro
Apoio | Oficinas Culturais Oswald de Andrade Secretaria Estadual de Cultura

Foto: Divulgação

SOBRE O GRUPO

O grupo A Peste nasceu no ano de 2002/3 com a proposta de pesquisar a linguagem do teatro físico-visual. O nome A Peste, baseia-se no pensamento do teatrólogo Antonin Artaud, que escreve: "forma maior de uma epidemia é a peste, não há outra; a forma maior de expressão é a
poesia e o teatro; não poderíamos encontrar outra: eis aí o tema e o elo". O dia-a-dia, a urbe, o mundo, as guerras, as injustiças, a
corrupção dos valores, os interesses obscuros, a fome (no conceito mais amplo) fazem parte da nossa expressão; é um Grupo permeável à atualidade, movimentando-se como num espelho, talvez deformado, criando obras para nos entender
melhor e ao nosso tempo e, assim, poder sobreviver aos dias que correm. Descobrir a alma humana, mas, sem perder a ternura... O sonho
e a ingenuidade são as propostas de Pamela Duncan, diretora do grupo, que vem pesquisando esta linguagem em outros espetáculos há mais de 15 anos. Com o encontro com pesquisadores do pensamento, atores e técnicos, Pamela enriqueceu
mais ainda a sua pesquisa. O nome A Peste, baseia-se no pensamento do teatrólogo Antonin Artaud, que escreve: "forma maior de uma epidemia é a peste, não há outra; a forma maior de expressão é a poesia e o teatro; não poderíamos encontrar outra: eis aí o tema e o elo". A poesia é uma cura ou uma prova. E pelo teatro esse efeito curativo e salvador deve ganhar uma importância coletiva e análoga a de uma epidemia.
É no momento das epidemias, ou da peste, que as pessoas se mostram verdadeiras. No mais profundo dos seus sentires. A sua verdadeira cara. E nessa humilde intensidade ética e estética, muitas vezes solitária, resistindo à convulsão instalada
nas grandes cidades é que nasce o núcleo A Peste - um núcleo mutante, heterogêneo e eclético de artistas com o objetivo de produzir com uma preocupação estético-visual e ética do Teatro Contemporâneo.


SERVIÇO

AS INCRÍVEIS HISTÓRIAS DE MARIAZINHA E SEU AMIGO SOL

Dias: 10, 17, 24, 25 e 31 de janeiro . 7, 14, 15,16, 21 e 28 de fevereiro
Auditório - 3º andar - 101 lugares
Duração: 45 minutos
Livre
Não recomendado para menores de 4 anos
Ingressos à venda pelo sistema INGRESSOSESC, a partir de 02/01/10
R$ 8,00 (inteira); R$ 4,00 (usuário matriculado
no SESC e dependentes, 60 anos, estudantes e
professores da rede pública de ensino). R$ 2,00
(trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).

SESC Pinheiros
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
Horário de funcionamento da Unidade - Terças a
sextas, das 13 às 22 h. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h.
Tel. para informações: 11 3095.9400
ESTACIONAMENTO - COM MANOBRISTA - VAGAS LIMITADAS
- Veículos, motos e bicicletas - Terças a sextas,
das 7h às 22h; Sábados, domingos e feriados, das
10h às 19h. Taxas: Matriculados no SESC: R$ 5,00
as três primeiras horas e R$0,50 - a cada hora
adicional // Não matriculados no SESC: R$7,00 as
três primeiras horas e R$ 1,00 - a cada hora
adicional. Informações sobre outras programações
ligue 0800 118220 ou consulte o site: www.sescsp.org.br

Assessoria de Imprensa do SESC Pinheiros:
Telefone: (11) 3095-9421 | 3095.9425
Andréia Lima, Francisco Santinho, Natália Fernandes.

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